quinta-feira, 9 de junho de 2011

Produção de petróleo pode triplicar até 2020

A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) projetou que a produção de petróleo no País deverá quase triplicar até 2020, saltando dos atuais 2,3 milhões de barris por dia para 6,1 milhões de barris por dia. A projeção considera todas as empresas de petróleo que atuam no Brasil e não somente a Petrobras. Segundo a estimativa feita pela EPE, que compõe o Plano Decenal de Energia para o período 2011-2020, a maior parte desta produção deverá vir de áreas com reservas ainda não confirmadas. Em entrevista coletiva para detalhar o plano, o presidente da EPE,Maurício Tolmasquim, disse que, da produção total, somente 2,9 milhões de barris deverão atender a demanda interna de petróleo, sendo que o restante, ou 3,2 milhões de barris por dia, deverão ser destinados à exportação.

Fonte: Jornal do Commércio

SEMANA DO MEIO AMBIENTE

Na semana do Meio Ambiente o Clube de Engenharia está organizando palestras sobre o assunto. A iniciativa é da Divisão Técnica de Engenharia do Ambiente da entidade. No dia 9/06(5ª feira), às 18h30, no 22º andar, a palestra será da arquiteta Virginia Soares que falará sobre: "Caminhos decisórios para o desenvolvimento sustentável". Na 6ª feira(10/06), às 18h30, no 22º andar o geólogo Benecdito Rodrigues desenvolverá o tema "Geodiversidade".(Assessoria de Imprensa do Clube de Engenharia)


Fonte: Assessoria de Imprensa do Clube de Engenharia


segunda-feira, 6 de junho de 2011

Erradicar miséria exigirá busca ativa de beneficiários

Bolsa Família e outros programas serão ampliados com a procura de cidadãos que podem receber os benefícios

Nem todas as pessoas com direito a receber apoio do Estado procuram o serviço público. Para se ter um Brasil Sem Miséria, será preciso ir até esses brasileiros e ajudá-los a exercer a cidadania. Por exemplo, os dados do censo demonstram que há 800 mil famílias com renda mensal inferior a R$ 70 por pessoa e que poderiam ter o cartão do Bolsa Família; mas não tem. Outros 145 mil idosos de baixa renda deveriam receber o Benefício de Prestação Continuada (BPC), só que talvez nem saibam que teriam esse recurso e sobrevivem em suas casas, com o apoio da família. A meta é bater à porta de todas essas pessoas até o final de 2013. O problema maior é saber o endereço.

A busca ativa para inserir o público em todos os programas de assistência social e universalizar o acesso à água, energia elétrica e oportunidades de melhorar de vida é uma estratégia que já deu bons resultados. Por exemplo, nos mutirões de documentação já foram encontrados idosos que não tinham sequer a certidão de nascimento. Saíram com um jogo completo de identidade, título de eleitor e passaram a receber o BCP. “Esses são casos raros”, explica a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello.

Segundo ela, o público sem acesso às políticas públicas não se limitam àqueles que vivem em localidades remotas, regiões onde normalmente acontecem os mutirões, sem apoio algum do Estado. O mais comum são pessoas que recebem os benefícios de uma política pública e não de todas a que poderia.

Nesses casos, a busca pode ser feita pelo cruzamento de cadastros. Em 2008, por exemplo, foi identificado que 71% dos 350 mil beneficiários do BPC, na faixa etária de zero a 18 anos, estavam fora da escola. Foi preciso, então, enviar assistentes sociais para investigar a razão de essas crianças e adolescentes com deficiência não irem às aulas. Em alguns casos eram por causa de dificuldades de transporte, porém, havia também casos de desalento da família e de pessoas que não sabiam que a escola oferecia educação especial.

O mesmo pode ser feito para encontrar, por exemplo, pessoas atendidas pelo programa Luz Para Todos ou que recebem crédito do Programa de Agricultura Familiar (Pronaf), que poderiam receber o Bolsa Família. “Vamos fazer esse trabalho de inteligência, com base de dados federais e dos estados e municípios”, afirma a ministra.

Táticas – Além de contar com o apoio dos movimentos sociais e entidades que prestam serviços voluntários (igrejas, clubes etc), serão providos mutirões, campanhas, palestras e atividades socioeducativas para atrair público. Uma das oportunidades a serem exploradas são as campanhas de vacinação, que conseguem obter coberturas expressivas. Outro recurso são as visitas domiciliares feitas por equipes do programa Saúde da Família.

A qualificação dos gestores públicos no atendimento à população faz parte da estratégia. Os Centros de Referência de Assistência Social (Cras) serão os pontos de atendimento dos programas englobados pelo Brasil Sem Miséria. As sete mil unidades existentes no País funcionam em todos os municípios e outros pontos serão criados.

O plano vai priorizar a expansão e a qualificação dos serviços públicos em diversas áreas, para oferecer, por exemplo, documentação, energia elétrica, alfabetização, medicamentos, tratamentos dentário e oftalmológico, creches e saneamento.
Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República

Planos Estaduais de Resíduos Sólidos, artigo de Antonio Silvio Hendges

[EcoDebate]Os planos estaduais de resíduos sólidos são fundamentais para que os Estados tenham acesso a recursos administrados ou financiados pela União ou suas entidades de créditos destinados a empreendimentos e serviços de gestão dos resíduos sólidos. A prioridade no acesso aos recursos federais será dos estados que estabelecerem planos microrregionais de resíduos em suas regiões metropolitanas ou aglomerações urbanas. Estas microrregiões abrangem ações como coleta seletiva, reciclagem e recuperação, tratamento e destinação final, resíduos da construção civil, transporte, saúde, agropecuária e outros específicos dos municípios integrados.

Os planos estaduais têm vigência indeterminada, devem abranger todo o território do respectivo estado, horizonte de vinte anos e atualização cada quatro anos. Como o plano nacional deve observar conteúdos mínimos: realização de diagnóstico e identificação dos fluxos de resíduos, seus impactos sociais, econômicos e ambientais, a proposição de cenários, metas de redução, reutilização e reciclagem entre outras que reduzam a quantidade de rejeitos, metas para o aproveitamento energético dos gases gerados nas unidades de disposição final e para a eliminação dos lixões associadas à inclusão e emancipação econômica dos trabalhadores (catadores) de materiais recicláveis e reutilizáveis, programas, projetos e ações para a realização dos objetivos estabelecidos.

As condições para o acesso a recursos estaduais destinados a programas e ações de interesse dos resíduos sólidos, as diretrizes para a disposição final adequada dos rejeitos, medidas que incentivem a gestão consorciada ou compartilhada, previsão conforme os demais instrumentos de planejamento, principalmente o zoneamento ecológico-econômico e o zoneamento costeiro das áreas favoráveis à localização das unidades de tratamento e disposição final dos rejeitos e áreas degradadas por disposição inadequada de resíduos que necessitam de recuperação ambiental são parte dos planos estaduais.

O controle e fiscalização estaduais, sua implementação e operacionalização devem assegurar a participação social. A elaboração e implantação dos planos de resíduos sólidos microrregionais, das regiões metropolitanas ou aglomerações urbanas terão obrigatoriamente a participação dos municípios envolvidos e não excluem ou substituem as prerrogativas individuais de cada município.


REFERÊNCIAS:

- Lei 12.305/2010, artigos 16 e 17;

-Decreto 7.404/2010, artigos 48 e 49.

Antonio Silvio Hendges, articulista do EcoDebate, é Professor de Ciências e Biologia, Agente Educacional no RS. Email: as.hendges{at}gmail.com

EcoDebate, 02/06/2011

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sábado, 4 de junho de 2011

EMPRESAS INVESTEM CADA VEZ MAIS EM EXECUTIVE SEARCH PARA OTIMIZAR TEMPO E EVITAR FALHAS

Por Felipe Sil - O Globo

RIO - Com o mercado aquecido, é cada vez mais difícil encontrar, para vagas da alta gestão, profissionais com perfil diferenciado e, acima de tudo, disponíveis. A concorrência com outras empresas é grande e a procura ainda mais árdua. Para vencer a disputa pelo trabalhador mais qualificado, organizações nacionais passaram, recentemente, a investir nos serviços de Executive Search, em que empresas terceirizadas são contratadas para procurar os melhores especialistas disponíveis (ou não) no mercado.

Andre Bocater, diretor da Brain Inteligência em Talentos, diz que o crescimento econômico do país não é o único fator a estimular a busca. Segundo ele, nos últimos 10 anos houve uma profissionalização do setor de RH, que teria deixado de ser apenas um órgão de administração de pessoal para se tornar um setor estratégico para os negócios de uma companhia.

- Não há mais tempo para errar. Uma contratação errada custa não só tempo, mas também dinheiro para a empresa. Precisamos encontrar os perfis mais adequados para um determinado cargo em que exista demanda. Essas pessoas podem estar disponíveis ou não. Pelas pesquisas que conhecemos, boa parte dos profissionais, algo em torno de 45%, já se encontra no mercado e não procura, exatamente, outro emprego. A questão passa a ser, então, ir atrás deles - explica.

O método para pesquisar trabalhadores já contratados em outras instituições varia. Já foi mais difícil no passado, quando o headhunter era uma figura na porta das fábricas atrás de conhecimento sobre as pessoas ali empregadas. Hoje, com as redes sociais e os contatos pelo mundo virtual, a tarefa é facilitada e, em aproximadamente cinco dias, é possível mapear os profissionais, ativos ou não, que mais se adequam à vaga aberta. O custo do serviço é, em média, de um salário e meio do cargo procurado até três salários.

- Para encontrar os mais qualificados, realizamos o processo de hunting, que nada mais é do que identificar onde estão os profissionais ideais para o cargo desejado. Tudo depende da necessidade do cliente. Vale lembrar que não há demanda apenas por trabalhadores de alta gestão, mas também pelos mais específicos, difíceis de achar no mercado - afirma Maria Inês Forte, criadora e diretora da Hecros.

Encontrado o profissional adequado, como convencê-lo a trocar de empresa? Afinal, em boa parte das vezes, garantem os especialistas, esta pessoa não está em procurando outro emprego. Para Carlos Calderón, sócio da Acting Solution, os fatores que podem levar à mudança são os mais diversos e não dependem apenas da questão salarial.

- Claro que a remuneração é um fator importante. Também levamos em conta, no entanto, aspectos como os sonhos profissionais desta pessoa e o momento que passam em suas vidas. Quer dizer, temos que mostrar ao trabalhador desejado que a empresa que contrata nosso serviço se adapta exatamente à sua fase da carreira - diz Calderón.

Fonte: Jornal O Globo

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Prêmio Construindo a Igualdade de Gênero

A 7º Edição do Prêmio Construindo a Igualdade de Gênero foi lançada na última quarta-feira (1º), pela Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM). A premiação incentiva estudantes do ensino médio e universitários a escreverem artigos e redações sobre gênero, mulheres e feminismos. O concurso faz parte do Programa Mulher e Ciência, coordenado pela SPM, em parceria com a ONU Mulheres Brasil e Cone Sul e os ministérios da Educação, da Ciência e Tecnologia e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). O concurso premia redações para estudantes de ensino médio; artigos científicos para graduandos; especialistas e mestrando e mestres e estudantes de doutorado. Em 2009, foi criado também, um prêmio especial para as escolas de nível médio, o Escola Promotora da Igualdade. Poderá ser escolhida, uma instituição por estado. Interessados podem se inscrever até 16 de setembro de 2011. Os prêmios variam de 5 a 10 mil reais. Na categoria “estudante do ensino médio” os três premiados na etapa nacional, ganharão um laptop e uma impressora multifuncional. Os vencedores de cada estado serão contemplados com um computador.

Outras informações em www.cnpq.br/premios/2011/ig/

Ações de transferência de renda, acesso a serviços e inclusão produtiva para 16,2 milhões de brasileiros


Objetivo é buscar e incluir famílias com renda de até R$ 70 por pessoa.

O Plano de Superação da Extrema Pobreza - Brasil sem Miséria lançado nesta quinta-feira (2) busca promover e ampliar a transferência de renda, inclusão produtiva, e acesso a serviços públicos nas áreas de educação, saúde, assistência social, saneamento e energia elétrica.

O objetivo do governo federal é incluir a população mais pobre – com renda familiar de até R$ 70 por pessoa - nas oportunidades geradas pelo crescimento econômico brasileiro, por meio de um conjunto de ações que envolvem a criação de novos programas e a ampliação de iniciativas já existentes, em parceria com estados, municípios, empresas públicas e privadas e organizações da sociedade civil.

Busca ativa - Do público alvo do Brasil Sem Miséria, 59% estão no Nordeste, 40% têm até 14 anos e 47% vivem na área rural. Equipes de profissionais vão localizar, cadastrar e incluir nos programas as famílias em situação de pobreza extrema. Também vão identificar os serviços existentes e a necessidade de criar novas ações para que essa população possa acessar os seus direitos. Mutirões, campanhas, palestras, atividades socioeducativas, visitas domiciliares e cruzamentos de bases cadastrais serão utilizados neste trabalho. A qualificação dos gestores públicos no atendimento à população extremamente pobre faz parte da estratégia.

Em relação à qualificação, a proposta é atender 1,7 milhão de pessoas de 18 a 65 anos, por meio de ações articuladas de governo: Sistema Público de Trabalho, Emprego e Renda; Programa Nacional de Acesso à Escola Técnica (Pronatec); Programa Nacional de Inclusão de Jovens (Projovem); obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e do Minha Casa, Minha Vida; Rede de Equipamentos de Alimentos e Nutrição; e coleta de materiais recicláveis.

Agricultores familiares - Uma das metas do Brasil sem Miséria para a zona rural é aumentar em quatro vezes o número de agricultores familiares, em situação de extrema pobreza, atendidos pelo Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), passando de 66 mil para 255 mil até 2014. Com a expansão, a participação dos agricultores muito pobres no conjunto dos beneficiários do PAA será elevada de 41% para 57%. Atualmente, 156 mil agricultores vendem sua produção para o PAA e a meta é ampliar para 445 mil até o final do atual governo.

Para acompanhar os agricultores, haverá uma equipe de 11 técnicos para cada mil famílias. Consta ainda do Plano o fomento de R$ 2,4 mil por família, ao longo de dois anos, para apoiar a produção e a comercialização excedente dos alimentos. O pagamento será efetuado por meio do cartão do Bolsa Família. Além disso, 253 mil famílias receberão sementes e insumos, como adubos e fertilizantes. Ampliar as compras por parte de instituições públicas e filantrópicas (hospitais, escolas, universidades, creches e presídios) e estabelecimentos privados da agricultura familiar também é um dos objetivos do Plano.

Bolsa Verde - O governo federal vai criar um programa de transferência de renda para as famílias em situação de extrema pobreza que promovam a conservação ambiental nas áreas onde vivem e trabalham. É o Bolsa Verde, que pagará, a cada trimestre, R$ 300 por família que preserve florestas nacionais, reservas extrativistas e de desenvolvimento sustentável. O valor será transferido por meio do cartão do Bolsa Família.

Números do Brasil Sem Miséria

  • Qualificar 1,7 milhão de pessoas entre 18 e 65 anos
  • Viabilizar a infraestrutura para 280 mil catadores e incrementar cem redes de comercialização
  • Aumentar em quatro vezes, elevando para 255 mil, o número de agricultores familiares em situação de extrema pobreza atendidos pelo Programa de Aquisição de Alimentos (PAA)
  • Fomento semestral de R$ 2,4 mil por família, durante dois anos, para apoiar a produção e a comercialização excedente de alimentos
  • 253 mil famílias receberão sementes e insumos
  • 257 mil receberão energia elétrica
  • Construir cisternas para 750 mil famílias nos próximos dois anos e meio
  • Bolsa Verde de R$ 300 para 70 mil pessoas
  • Bolsa Família incluirá 800 mil famílias
  • Mais 1,3 milhão de crianças e adolescentes incluídos no Bolsa Família


0800 707 2003

Fonte: SECOM - Comunicação Pública