terça-feira, 21 de junho de 2011

PAÍS TEM 1,17 MILHÃO DE NOVOS EMPREGOS ESTE ANO

Em maio foram gerados mais de 250 mil empregos com carteira assinada, o terceiro melhor registro da série histórica


Fonte: Caged

Entre janeiro e maio foram gerados no Brasil 1.171.796 empregos formais, segundo melhor resultado na série histórica do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), ficando atrás apenas do registrado em 2010, quando foram abertos 1.383.729 postos. Em maio, foram formalizados 252.067 empregos em todo o País, com variação de 0,69%, terceiro melhor resultado da série histórica Caged, superado apenas pelo resultado de maio de 2004, com 291.822 postos, e maio de 2010, com 298.041. Já o acumulado nos últimos 12 meses apresenta saldo de 2.256.765 registros de carteira assinada - variação de 6,47%. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (20), pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

A criação de empregos em maio foi resultado, segundo o MTE, do recorde de admissões para todos os meses do Caged, com 1.912.665, e o segundo maior resultado de demissões para todos os meses da série histórica, com 1.660.598 desligamentos. Para o ministro do MTE, Carlos Lupi, isso mostra que há grande movimentação da mão de obra, e, com este dinamismo, o mercado de trabalho se mantém aquecido.

Setores - Na distribuição por atividade econômica, todos registraram aumento no saldo de empregos em maio. O setor agropecuário foi o que mais cresceu, registrando 79.584 novos postos de trabalho, com alta de 5,11% — a maior taxa de crescimento entre todos os setores. O MTE considera que a alta verificada no setor agrícola se deve a fatores sazonais na região Sudeste, com o início da lavoura de café, cana-de-açúcar e laranja. O setor de serviços, com a geração de 71.246 empregos celetistas, e a construção civil, com 28.922, tiveram o segundo melhor saldo para o mês. O setor de indústria também apresentou bom desempenho com a criação de 42.301 empregos formais. Entre os 25 subsetores, somente a Indústria de Calçados e a Indústria Têxtil fecharam vagas no período.

Regiões - A região sudeste foi a que mais obteve registros com carteira assinada, totalizando 174.836 novos empregos, terceiro melhor resultado para o período. Os estados de São Paulo, com 86.737 registros, Minas Gerais, com 56.977, e Rio de Janeiro, com 18.603, lideram a lista. O Centro-Oeste registrou saldo recorde para maio, com a geração de 21.829, um aumento de 0,80% em relação ao estoque de trabalhadores com carteira assinada no mês anterior, segundo melhor resultado entre as regiões. O Sul criou 25.741 postos, terceiro melhor saldo para o mês, o Nordeste 25.094 e o Norte 4.567.

Áreas Metropolitanas – O emprego no conjunto das nove áreas metropolitanas (BA, CE, MG, PA, PE, PR, RJ, RS e SP) cresceu 0,42%, representando a geração de 65.070 postos de trabalho, o terceiro melhor desempenho da série histórica do Caged. No interior desses aglomerados urbanos, o emprego cresceu 1,08%, o que corresponde ao incremento de 143.823 postos de trabalho, devido, primordialmente, ao desempenho do setor agrícola.

Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República

segunda-feira, 20 de junho de 2011

MAIS 2 MILHÕES DE MORADIAS PARA FAMÍLIAS DE BAIXA RENDA COM O MINHA CASA MINHA VIDA 2

Governo federal vai investir R$ 125 bilhões até 2014

O governo federal lançou, na quinta-feira (16/06), a segunda fase do programa Minha Casa, Minha Vida, que visa à construção, entre 2011 e 2014, de mais dois milhões de moradias para o público de baixa renda. O investimento será de R$ 125,7 bilhões. Desse valor, R$ 72,6 bilhões são para subsídio (orçamento da União) e R$ 53,1 bilhões, para financiamento com recurso do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). Nesta nova fase, o número de beneficiados será maior, tendo em vista que as faixas de renda familiar urbana e rural serão ampliadas, priorizando-se as famílias de menor renda.

A meta de atendimento para as famílias que ganham até R$ 1,6 mil por mês nas áreas urbanas e até R$ 15 mil anuais na área rural foi elevada de 40% para 60%. Sendo assim, 1,2 milhão de moradias serão destinadas a essa faixa. Para as que têm renda de até R$ 3,1 mil mensais na área urbana e R$ 30 mil por ano na área rural - faixa que corresponde a 30% da meta de atendimento - serão 600 mil habitações. Já para as que possuem renda até R$ 5 mil mensais na área urbana e até R$ 60 mil anuais na área rural - referente a 10% da meta - serão disponibilizadas 200 mil moradias.

O Minha Casa Minha Vida 2 aperfeiçoou as regras para aumentar a eficiência do programa. Nos casos de famílias de menor renda, o imóvel só poderá ser vendido antes de dez anos se a família quitar o seu valor total, incluindo o subsídio. O objetivo dessa regra é evitar a venda precoce do imóvel. Outra novidade é a inclusão da modalidade que permite reforma em habitação rural para baixa renda.

Mulheres - As mulheres chefes de família poderão assinar contratos independentemente do seu estado civil. Até então, elas necessitavam da assinatura do cônjuge, o que dificultava o seu acesso ao programa. A medida é válida para aquelas que tenham renda de até R$ 1,6 mil.

Prefeituras - Nesta nova versão do programa haverá ainda uma parceria maior com as prefeituras que receberão recursos para o desenvolvimento do trabalho social junto às famílias beneficiadas, tais como mobilização e organização comunitária, educação sanitária e ambiental e geração de emprego e renda.


Casas da primeira fase
BANCO DO BRASIL E CAIXA SERÃO PARCEIROS NA SEGUNDA FASE

Caixa financiou 93% da primeira fase. BB vai assumir 20% do programa e atender famílias com renda menor do que três mínimos

Durante a primeira fase do Minha Casa, Minha Vida foram financiadas 1.005.028 unidades habitacionais, sendo 936.508 (93%) contratadas pela Caixa. Os outros agentes financeiros foram responsáveis por 68.520. Na nova versão do programa, a Caixa já financiou aproximadamente R$ 4,6 bilhões para a construção de 64.422 novos lares, principalmente na faixa de renda de até seis salários mínimos. A instituição contará agora com a parceria do Banco do Brasil. Em setembro, o BB espera iniciar as operações em caráter experimental para atender à população de baixa renda. E, a partir de janeiro, começará a perseguir a meta de executar 20% do programa. “Não haverá concorrência. Nas áreas onde a Caixa já atua o BB não entra. Teremos um papel complementar”, afirma o vice-presidente de varejo do BB, Paulo Caffarelli.

O BB opera com financiamento habitacional há dois anos e atua nas faixas de renda entre três e 10 salários mínimos dentro do Minha Casa, Minha Vida. Agora, prepara seus sistemas de tecnologia da informação para atender também aos beneficiários com renda familiar menor do que três mínimos. “O processo é diferente porque não se trata de um financiamento individual, diretamente com o cliente, e sim uma operação coletiva, que envolve também prefeituras e associações de moradores”, explica Caffarelli.

Outra diferença é o uso de recursos do Tesouro e não apenas do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e poupança. “Nós já atuamos em mercados semelhantes, o BB é líder, por exemplo, na concessão de crédito por meio do Programa Nacional da Agricultura Familiar”, ressalta. O Pronaf, assim como o Minha Casa Minha Vida, associa o crédito a outros benefícios e obriga o banco a ter uma relação institucional estreita com a União, municípios e empresas de extensão rural.

Construtoras – O BB também atua no fornecimento de crédito às construtoras que atuam no programa, com cerca de 20 mil contratos para apoiar os empreendimentos. “Nosso foco tem sido grandes empresas, mas agora estamos atendendo também as pequenas”, afirma Caffarelli.

BB tem 51,5 milhões de clientes que ganham menos de três mínimos

O público beneficiado nesta segunda fase do Minha Casa, Minha Vida já é atendido pelo Banco do Brasil: 51,5 milhões de seus clientes são da classe D e E. Segundo o vice-presidente de varejo do BB, Paulo Caffarelli, atender à faixa de renda abaixo dos três salários mínimos, além de seu aspecto social, é um bom negócio para o banco. A margem negociada por cliente é pequena, mas o volume é grande e permite escala em serviços, que são automatizados em sua maioria.

Com o Banco Postal, o BB deve ampliar a sua presença para chegar com mais facilidade a esse público de baixa renda. Os seis mil novos postos de atendimento levará o BB a 95% dos municípios brasileiros, praticamente dobrando a cobertura atual de cerca de 2 mil municípios.

Fidelização - As contratações do financiamento imobiliário para clientes e não-clientes com a utilização de recursos do Sistema Financeiro da Habitação (SFH) foram iniciadas pelo BB em julho de 2008. Neste período, a carteira imobiliária atingiu R$ 5 bilhões. “O crédito imobiliário é um dos melhores para fidelizar os clientes”, conta Caffarelli. Segundo ele, o BB pretende passar do atual quinto lugar para ser um dos três primeiros bancos no segmento neste ano.

CEF movimentou R$14,7 bi em crédito imobiliário no primeiro trimestre

Neste primeiro trimestre de 2011, a Caixa Econômica Federal assinou 226.381 contratos totalizando R$14,7 bilhões em financiamentos habitacionais. O banco registrou uma média de R$ 236,6 milhões e 3.651 contratos ao dia em 2011, sendo que 50% das famílias beneficiadas têm renda até 10 salários mínimos.

Para imóveis novos foram destinados 56% de todo o montante contratado (R$ 8,1 bilhões). “Esses resultados demonstram a sustentabilidade do ciclo virtuoso do mercado imobiliário brasileiro e reafirmam nossas expectativas quanto a um bom desempenho do crédito habitacional para o ano de 2011, em todo o Brasil”, destaca o presidente da Caixa, Jorge Fontes Hereda.

Com recursos da poupança, foram financiados R$ 7,7 bilhões –14,8% mais do que no primeiro trimestre de 2010. E, com recursos do FGTS, foram R$ 6,8 bilhões.

O financiamento para material de construção tem destaque, no primeiro trimestre, apresentando um crescimento de 18,2%, com um volume de R$ 1,3 bilhão contratados.


MORADIAS TERÃO MAIS QUALIDADE E AQUECIMENTO SOLAR

Objetivo é reduzir custos de manutenção e diminuir demanda por energia elétrica

A segunda fase do programa Minha Casa, Minha Vida oferecerá residências de melhor qualidade. Todas as casas e apartamentos terão sistema de aquecimento solar e piso de cerâmica em todos os ambientes. Antes, apenas os banheiros, cozinha e área de serviço tinham cerâmica. Também haverá um limite mínimo para o tamanho de portas e janelas a fim de assegurar melhoria nas condições de iluminação e ventilação.

As casas e apartamentos contarão com azulejos em todas as paredes da cozinha e banheiro, piso cerâmico em todos os cômodos e portas e janelas maiores. “Isso irá gerar redução do custo de manutenção, sustentabilidade ambiental e valorizar os imóveis”, afirmou o ministro das Cidades, Mário Negromonte.

O valor médio das moradias para famílias de baixa renda passou de R$ 42.000,00 para R$55.188,00 e a área construída das casas foi ampliada de 35m² para 39m², melhorando a acessibilidade para idosos e pessoas com dificuldades de locomoção.

Energia solar – Todas as casas contarão ainda com energia solar para aquecimento de água, colaborando para a diminuição dos gastos com energia. Os chuveiros com aquecimento solar estão entre as inovações mais importantes divulgadas pela Rede de Tecnologia Social (RTS).

O chuveiro elétrico é responsável por um terço da energia elétrica consumida em uma residência. Conforme levantamentos do Ministério das Minas e Energia, cerca de 5% do consumo nacional de energia elétrica é usado no aquecimento de água para banho. Mesmo eficientes do ponto de vista de conversão de energia elétrica em térmica, seu uso não é considerado eficiente para utilização da eletricidade. Assim, um sistema misto elétrico-solar torna possível obter até 80% da energia solar e usar apenas 20% de energia elétrica.

A mudança na matriz energética faz parte das ações que vêm sendo adotados pelo Brasil como forma de mitigação dos efeitos do aquecimento global. A disseminação do uso de aquecimento solar está prevista no Plano Nacional sobre Mudanças do Clima e visa diminuir a demanda por energia gerada em hidrelétricas, fontes que emitem gases estufas. A energia solar tem vantagens incomparáveis a qualquer outra forma de captação convencional. Além de ter uma fonte totalmente natural, ecológica, gratuita, que não agride o meio ambiente e é inesgotável.


Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República

Conheça algumas práticas adotadas pelas 100 melhores empresas para trabalhar

De acordo com a pesquisa, 47% das empresas incentivam práticas esportivas fora do ambiente de trabalho.

As empresas estão cada vez mais preocupadas com a qualidade de vida de seus profissionais. Um levantamento realizado pelo Great Place to Work com As 100 melhores Empresas para Trabalhar no Brasil revela que elas adotam práticas que beneficiam tanto a saúde física com a mental dos seus colaboradores.

Segundo o levantamento, 47% das empresas incentivam práticas esportivas fora do ambiente de trabalho e 21% realizam algum tipo de atividade física em suas próprias instalações.

Além disso, 48% possuem horários flexíveis para todos os funcionários e 75% concedem apoio psicológico total ou parcial para toda a empresa.

Avaliação do profissional

Na pesquisa, os profissionais têm de avaliar a sua percepção em relação ao ambiente de trabalho, analisando a seguinte frase: “As pessoas são encorajadas a equilibrar sua vida profissional e pessoal”.

Desde 1997, quando a pesquisa foi iniciada no País, até 2010, a média de pessoas que afirmavam que "sim" subiu de 74% para 80%, nas empresas consideradas as melhores para trabalhar. Nas demais empresas, a média foi de 58%. A diferença de mais de 20 pontos percentuais entre as Melhores Empresas para Trabalhar e as demais demonstra que o fator é considerado um diferencial para os funcionários.

Outra afirmativa, que busca saber se o local de trabalho é psicológica e emocionalmente saudável para trabalhar, alcançou média de 82% nas Melhores Empresas para Trabalhar com os maiores índices de confiança e de 60% nas demais avaliadas.



Equilíbrio

Os dados revelam ainda que 26% dos funcionários consideram que o principal motivo que os faz permanecer em suas empresas é o fato de elas proporcionarem equilíbrio entre vida pessoal e profissional. As empresas que possibilitam aos seus profissionais se ausentarem do trabalho, caso necessário, atingem média de 80%.

Há ainda a percepção de ser tratado como pessoa e não somente como funcionário. Neste quesito, as melhores empresas apresentam média de 81%.


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sábado, 18 de junho de 2011

Água e a sustentabilidade

Consumo Sustentável significa saber utilizar os recursos naturais para satisfazer as nossas necessidades, sem comprometer as necessidades e aspirações das gerações futuras. Para isso precisamos somente dar mais atenção com o que está ao nosso redor, no nosso ambiente.

Noventa e sete por cento da água existente no planeta Terra é salgada (mares e oceanos), dois por cento formam geleiras inacessíveis e, apenas um por cento é água doce, armazenada em lençóis subterrâneos, rios e lagos...

Pois é, temos apenas 1% de água, distribuída desigualmente pela Terra para atender a população mundial! E esse pouco de água que nos resta está ameaçado pois somente agora estamos nos dando conta dos riscos que representam os esgotos, o lixo, os resíduos de agrotóxicos e industriais. Cada um de nós tem uma parcela de responsabilidade nesse conjunto de coisas.

Sabemos que não dá para viver sem água, então, a saída é fazer um uso racional deste precioso recurso natural. A água deve ser usada com muita responsabilidade.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Marilena e universitárias pesquisam sobre a mulher no mundo do petróleo

Durante a realização da 6ª edição da Brasil Offshore (Feira e Conferência da Indústria de Petróleo e Gás), no Centro de Convenções Jornalista Roberto Marinho (Macaé Centro); o Gabinete da Vice-prefeita, Marilena Garcia, em parceria com a Universidade Estácio de Sá, estará realizando uma pesquisa universitária sobre a Mulher no Petróleo, junto aos empresários.

A pesquisa consiste em levantar dados sobre a situação da Mulher na área petrolífera. Essas informações serão importantes para nortear a programação da Conferência Municipal de Políticas para as Mulheres, em agosto, que irá fortalecer a plataforma de ações para a 3ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres, que será realizada entre os dias 12 e 14 de dezembro, em Brasília, sob organização da ministra Iriny Lopes, da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres da Presidência da República.

Uma das perguntas da pesquisa, que está sendo feita na Feira pelas alunas da Universidade Estácio de Sá, objetiva saber o número de mulheres embarcadas, se as vestimentas são adequadas ao corpo feminino, faixa etária, entre outras.

“A descoberta de petróleo na camada pré-sal só foi possível porque o governo federal investiu no fortalecimento da Petrobras. A empresa - que teve Dilma Rousseff na presidência do seu Conselho de Administração - cresceu como nunca nos últimos anos e é hoje a segunda maior petrolífera do mundo, tendo sua base instalada em Macaé. Lula e Dilma, ano passado, enviaram para o Congresso Nacional um projeto de lei que cria um fundo para investimentos das riquezas do petróleo em programas sociais. Com isso, esses bilhões arrecadados serão destinados para a saúde, a cultura, o meio ambiente, a ciência e tecnologia, o combate à pobreza e, sobretudo, a educação.

A Ministra Iriny Lopes e nós em Macaé, estamos levantando dados que possam contribuir para a elaboração de programas que poderão vir a ser subsidiados com recurso desse fundo, objetivando a melhoria das políticas públicas para as mulheres. Estamos unidas neste desafio de reverter a exploração do Pré-sal em melhorias sociais”, explicou Marilena Garcia.

Entre as mulheres no mercado Offshore está Simone Dias. Ela tem três ­filhos, é casada, e não é apenas uma dona de casa. Das 10h às 17h, ela trabalha numa ocupação ainda incomum para as mulheres: é soldadora na plataforma P-56 da Petrobras. Desde o anúncio da descoberta de reservas, Simone tem cada vez mais a certeza de que trabalha numa área promissora.

Ela é uma das quase 600 pessoas que trabalham na plataforma, realizando atividades como solda, montagens de estruturas e tubulações. “Esse tipo de trabalho era somente masculino, mas hoje as mulheres vêm invadindo o mercado com muita força”, avalia. Mas ainda existe, sim, algum preconceito: “Há alguns tipos de homens que ainda não aceitam mulheres invadindo um território que antes era masculino. O lado positivo é que conquistamos esse espaço com garra, dedicação mesmo”.

Fonte: O Debate

Estudo internacional sobre a prática de Coaching


Pesquisa encomendada pela International Coach Federation (ICF) e realizada em 20 países pela Unidade de Pesquisa Internacional da Pricewather House Coopers (PwC), uma das maiores auditorias do mundo, revelou a importância da credencial para o profissional de coaching.

De acordo com dados do estudo, que obteve 15.000 respostas no mundo sendo 750 delas do Brasil, só na América Latina 91% dos entrevistados considera importante que o coach seja credenciado por uma associação confiável de coaching.

Ed Modell, presidente da International Coach Federation (ICF), afirma que a cada ano a profissão vem se consolidando no mundo e, por isso, é importante buscar a credencial para oferecer coaching de excelência. A pesquisa demonstra ainda que o nível global de satisfação com o serviço é de 83%, mas se apontados somente os coaches credenciados sobe para 92%. Desse percentual, 55% deram a nota máxima em termos de satisfação. O mesmo ocorre quando o assunto se refere a probabilidade de recomendar coaching a outras pessoas: 31% indicariam o serviço, mas se observarmos os dados referentes aos clientes de coaches credenciados percebemos um aumento para 45%.

A pesquisa revela ainda o nível de entendimento das pessoas com relação ao coaching. A média global mostra que mais da metade da população amostral tem conhecimento sobre a atividade. No Brasil este índice cai para 42%. Observando somente os dados referentes a América Latina, esse volume aumenta para 62%, maior percentual registrado dentre os continentes pesquisados. Dos que tem conhecimento da atividade, 71% já receberam coaching, comparados a 26% da média mundial.

No Brasil, o levantamento revela que, dentre os que ainda não participarão de um processo de coaching, 59% considerariam contratar um profissional. Com relação aos entrevistados que já recebem coaching, 54% dos brasileiros afirmam que seu coach tem uma certificação. Segundo José Augusto, presidente da ICF Brasil, ainda há no mercado profissionais que praticam coaching, mas que não tem especialização para exercer a função.

"No Brasil a atividade ainda não é regulamentada, por isso, muitos não buscam uma associação confiável de coaching para se especializar. Porém, esse mercado movimenta mais de R$ 20 milhões por ano, ou seja, a busca pelo serviço vem crescendo e é importante atender as competências necessárias para a realização da mesma. Sem isso, a imagem do profissional pode até ser prejudicada", alerta ele.

FONTE: Contextual Comunicação Integrada



quinta-feira, 16 de junho de 2011

Fim dos lixões em 2014: meta factível

Tadayuki Yoshimura

Após discussões que se prolongaram por mais de 20 anos, foi aprovada em agosto e regulamentada em dezembro do ano passado a Lei nº 12.305, que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). A nova norma legal estabelece os princípios de responsabilidade compartilhada sobre a destinação dos produtos no fim de sua vida útil.

O objetivo da legislação é garantir uma eficiente gestão integrada dos resíduos sólidos, estabelecendo a responsabilidade compartilhada e fazendo com que toda a cadeia responsável pela produção de um bem ou produto de consumo se responsabilize pela destinação final do material, seja com o objetivo de reciclá-lo, reutilizá-lo ou rejeitá-lo, este último somente caso não haja mais como aproveitá-lo para uma finalidade produtiva. Assim, produtores, fabricantes, importadores, distribuidores, comerciantes, consumidores e os agentes de serviços e gestão da limpeza pública têm responsabilidade sobre o adequado encaminhamento dos produtos que tiveram seu período de utilização encerrado.

Foi e está sendo discutido o estabelecimento de metas para que o Brasil tenha uma política de destinação de resíduos sólidos ambientalmente responsável. Elas incluem prazos para reduzir o percentual de resíduos reutilizáveis e recicláveis enviados para os aterros sanitários, com o objetivo de diminuir o volume de material para ampliar a vida útil desses ambientes adequados de acomodação de resíduos e estimular o reaproveitamento de substâncias; para a adoção de sistemas de logística reversa, destinada a garantir o manejo e o destino de materiais de descarte delicado, como pilhas, lâmpadas e pneus; para a viabilização de sistemas eficazes de coleta seletiva; e para a adequação dos ambientes em que são depositados os rejeitos sólidos, isto é, os materiais que não têm mais como serem reutilizados ou reciclados.

Sobre o último item, decidiu-se como meta que, até agosto de 2014, todos os lixões (depósitos de lixo a céu aberto que não dispõem de sistemas de proteção ambiental) sejam erradicados do País e substituídos por aterros sanitários, instalações ambientalmente adequadas para o manejo e depósito de rejeitos.

Para contribuir na busca de soluções, a Associação Brasileira de Resíduos Sólidos e Limpeza Pública (ABLP) já apresentou aos ministérios do Meio Ambiente e das Cidades um plano técnico de erradicação dos lixões no País. O prazo é de quatro anos. Está prevista a implantação de 256 aterros sanitários regionais e 192 de pequeno porte, com investimento total de R$ 2 bilhões de recursos federais para a aquisição de terrenos, projetos, licenciamentos e instalação de células para acondicionamento de resíduos e rejeitos por cinco anos. Todos os investimentos necessários para a operação, manutenção e ampliação dos aterros por um período de 20 anos partiriam da iniciativa privada. O plano prevê a formação de consórcios de municípios e o regime de contratação por PPPs (parcerias público-privadas) para a gestão dos aterros.

A entidade trabalha atualmente na formulação de uma proposta de abordagem jurídica para viabilizar o projeto sugerido. Essa proposta deve ser encaminhada como sugestão ao governo nos próximos dias, para dar base ao plano inicial. O certo é que, havendo vontade política e recursos federais no montante mencionado, o plano é plenamente viável e permitirá que o Brasil entre em nova fase na gestão responsável de resíduos e rejeitos.

A erradicação dos lixões é um tema que julgamos de extrema relevância para elevar o nível do Brasil no cenário internacional em relação à destinação final de resíduos de forma ambientalmente correta. Portanto, é com convicção que afirmamos que a questão da gestão e destinação adequadas dos resíduos sólidos gerados no Brasil será bem equacionada com a participação conjunta e solidária dos vários representantes da sociedade. Com educação, conscientização crescente e investimentos adequados e viáveis para a formação das infraestruturas necessárias, em poucos anos poderemos afirmar decididamente que o País terá condições de ser classificado como desenvolvido no trato dos resíduos sólidos.

Tadayuki Yoshimura Engenheiro e presidente da Associação Brasileira de Resíduos Sólidos e Limpeza Pública (ABLP).











Correio Braziliense