segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Obama parabeniza Dilma por "vitória histórica"


Presidente Barack Obama telefonou para Dilma Rousseff para parabenizá-la pela vitória



O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, telefonou na tarde desta segunda-feira (1º) para a presidente eleita do Brasil, Dilma Rousseff, para parabenizá-la pela "vitória histórica" nas eleições deste ano.

Segundo informações divulgadas pela diplomacia norte-americana, Obama elogiou "o povo brasileiro por sua fé e compromisso com a democracia".

O presidente norte-americano também destacou a "excelente" relação entre Brasil e EUA, e demonstrou interesse em aprofundar essa cooperação e explorar novas áreas de colaboração.

A nota indica ainda que Obama disse a Dilma que espera encontrá-la em breve, e deseja que ambos trabalhem de modo conjunto em temas como energia limpa, crescimento global, reconstrução do Haiti, esforços de desenvolvimento colaborativo e "outros temas de importância global".

Nota do Departamento de Estado

O Departamento de Estado dos EUA também emitiu uma nota a respeito das eleições no Brasil. Veja íntegra abaixo:

Parabenizamos a presidente eleita Dilma Rousseff por sua eleição. Também parabenizamos os milhões de brasileiros que exerceram seu direito de votar, tanto no primeiro turno, em 3 de outubro, como no pleito final, dia 31 de outubro. Esse processo eleitoral exemplar mais uma vez ilustrou o respeito brasileiro de longa data pelo governo democrático, pelos direitos civis e pelas liberdades individuais, valores que ambos partilhamos.

Aguardamos a oportunidade de trabalhar com a presidente eleita Dilma Rousseff para aprofundar nossa parceria e fazer avançar objetivos comuns que beneficiarão nossos povos e as Américas.



quarta-feira, 27 de outubro de 2010

A última cruzada tucana

Amigos, vejam a que ponto chegou a campanha suja dos DEMOTUCANOS. Eles querem voltar ao poder a qualquer custo e segundo informações, estão preparando uma jogada mais suja ainda para o dia 28 ou 29/10. Precisamos estar atentos.
O brasileiro que ainda tem dúvida de qual candidatura representa avanços para nosso país, deve fazer uma reflexão para não votar muito mal no dia 31/10.
Os DEMOTUCANOS são tão canalhas que estão divulgando propaganda onde Dilma aparece com o nº 45.

Leaim abaixo a matéria do jornalista, professor e escritor Leandro Fortes, intitulada "A ÚLTIMA CRUZADA TUCANA".

Abraços,

Toninho Laurindo.

A ÚLTIMA CRUZADA TUCANA


Por Leandro Fortes na Revista Carta Capital



27 de outubro de 2010 às 16:27h




Leandro Fortes relata sua perplexidade ao se deparar com um panfleto anti-petista que ensina ao patrão de classe média a convencer seus empregados do "perigo" da eleição de Dilma.

Leandro Fortes relata sua perplexidade ao se deparar com um panfleto anti-petista que ensina ao patrão de classe média a convencer seus empregados do "perigo" da eleição de Dilma. Foto: André Dusek

 O conteúdo abaixo caiu na minha caixa de spam, hoje de manhã, enviado por um certo Rodrigo Roni, certamente um dos muitos brucutus de internet a serviço da campanha de José Serra. Normalmente, apago da minha caixa de mensagem de e-mails correntes de quaisquer naturezas, pela óbvia razão de serem escritas e disseminadas por fanáticos religiosos, militantes políticos extremistas e idiotas em geral. Esta, contudo, embora não fuja à regra, é bastante emblemática sobre o desespero de certa porção da classe média em relação à perspectiva da vitória de Dilma Rousseff e da continuidade dos programas sociais do governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Trata-se de um panfleto anti-petista por excelência, recheado de preconceitos e ofensas amarguradas, um último apelo à insensatez em nome da preservação dos piores e mais mesquinhos valores dessa parcela da sociedade brasileira que caminha, felizmente, para a extinção.

Para garantir votos ao tucano José Serra, a corrente estabelece uma fórmula baseada, explicitamente, nas relações da Casa Grande com a Senzala. Ensina ao patrão e à dona-de-casa de classe média como convencer empregadas domésticas, porteiros, motoristas, ascensoristas e empregados em geral do perigo que representará a eleição de Dilma. Reparem que as recomendações são para os empregados de dentistas, advogados, clientes, nunca para os dentistas, advogados e clientes, desde já colocados como pessoas de primeira categoria, portanto, imunes ao discurso patético de persuasão apregoado pelo panfleto. Há, ainda, o risível apelo a ser feito “ao atendente da sauna, da academia, da escola de natação, da escola de inglês das crianças”.

Enfim, um texto altamente representativo do tipo de elite que temos no País, suas razões, seus preconceitos, seus medos e seu instinto de preservação baseado em conceitos primários. Uma elite que acha que pode convencer seus serviçais, a quem trata como escravos, a não votar na continuidade de um projeto político que lhes garantiu, pela primeira vez na vida, emprego formal, crédito, qualidade de vida, auto-estima e representação política real.

No auge do desespero, o autor do texto deixa transparecer seu caráter doentio ao se referir a Dilma como “perereca assassina e terrorista”. É essa gente que se coloca como alternativa a um governo popular que tirou o Brasil do buraco.

Vale a pena ler, portanto, esse tratado da demência de auto denominados “formadores de opinião”:

Como Ganhar Votos para o Serra

Meus amigos,

Tenho recebido da maioria de vocês, quase que diariamente, emails de indignação contra PT e Dilma.Ficar falando entre nós não leva a nada. E o que a gente precisa fazer é ir atrás dos indecisos, dos que possam até gostar do Lula mas não necessariamente da Dilma, quem sabe ainda dá pra virar essa eleição.

Mas eu pergunto – o que realmente estamos fazendo para que o José Serra ganhe esta eleição??? Por que não adianta nós, os denominados “formadores de opinião” ficarmos trocando emails de coisas que já sabemos. Assim, convoco a todos para um pacto que é:

CONVERSAR COM, NO MÍNIMO, DUAS PESSOAS POR DIA SOBRE A ELEIÇÃO PRESIDENCIAL E CONVENCER ESTA PESSOA A VOTAR NO SERRA

Quem são as pessoas que temos que conversar e convencer:

· a sua assistente doméstica / sua diarista

· seus funcionários

· o guarda da escola das crianças, a tia da escola, a tia da cantina

· o porteiro da sua casa e do seu trabalho

· o manobrista do seu carro, para quem usa estacionamento

· o ascensorista do prédio do seu dentista, do seu advogado, do seu cliente

· o frentista do posto de gasolina

· a caixa do supermercado, da farmácia, do sacolão, …..

· a recepcionista da empresa do seu cliente

· a vendedora da loja de sapato, de roupa, ….

· o garçon do restaurante e do boteco

· o cabeleireiro, a manicure, a fisioterapeuta, a massagista,

· o atendente da sauna, da academia, da escola de natação, da escola de inglês das crianças, etc

Vejam que todos os dias, encontramos no mínimo 10 pessoas diferentes na nossa vida. Daqui até o dia 31 de outubro são somente 12 dias de trabalho, em prol da mudança de grupo político para governar nosso país.

Não queremos ver o PT mais 8 anos no governo se locupletando e explorando a boa fé dos incautos e/ou ignorantes.

Em vez de falar do tempo, vamos falar da eleição. Quando encontrar alguém no elevador, pergunte em quem ele vai votar. E se essa pessoa disser que vai votar no Serra, instigue ele a entrar nessa campanha.

Não envie apenas, emails falando do passado da Dilma, que o Lula não estudou, que o governo do PT sabia do mensalão, (isso nós já sabemos).


Vmos à luta!!!

Esse é o momento, FAÇA A SUA PARTE!!! Ninguém vai saber se você fez a sua parte, somente você e Deus.

A hora de trabalhar é agora !!

Esta é uma corrente… do BEM.

Funciona assim:

Se você passar este e-mail para pelo menos 10 outras pessoas e estas passarem para outras 10, e assim por diante, ao final de outubro um milagre irá acontecer e beneficiará você e sua família e a todas as famílias que repassaram esta corrente. Já, se você simplesmente ignorar esta corrente, não a repassando, ao final de outubro você será amaldiçoado com o pior de todos os pesadelos: aturar a perereca assassina e terrorista por quatro longos anos de sua vida!!!! Pense bem !!

Não se esqueça!

Foi a Internet que ganhou o plebiscito do desarmamento.

Portanto, podemos vencer essa eleição também, se nos concentrarmos em um candidato melhor que o Lula. Com ela: PODE FICAR MUITO PIOR.



Leandro Fortes



Leandro Fortes é jornalista, professor e escritor, autor dos livros Jornalismo Investigativo, Cayman: o dossiê do medo e Fragmentos da Grande Guerra, entre outros. Mantém um blog chamado Brasília eu Vi. http://brasiliaeuvi.wordpress.com



Considero eminentemente pífia a atuação de Serra no Ministério da Saúde; seus genéricos pouco têm a ver com aqueles que planejamos

POR ROGÉRIO CEZAR DE CERQUEIRA LEITE

Físico Rogério Cézar de Cerqueira Leite
Como consequência da Guerra das Malvinas, quando a Argentina, por ter abdicado da produção própria de fármacos, ficou desabastecida de medicamentos, o governo militar brasileiro aprovou um programa, por mim proposto, de desenvolvimento dos princípios ativos (fármacos) dos 350 remédios constituintes da farmácia básica nacional.

Estimava-se que, em dez anos, seria possível desenvolver, por engenharia reversa, pelo menos 90% desses produtos.

De fato, em pouco mais de três anos, cerca de 80 processos já haviam sido desenvolvidos e 20 produtos já estavam sendo produzidos e comercializados por empresas brasileiras.

O sucesso inicial desse projeto permitiu que fosse iniciada por mim, nesta Folha, uma campanha de esclarecimento sobre medicamentos genéricos, o que não teria sentido sem a produção própria de fármacos.

Precipitadamente, o governo Itamar Franco tentou lançar a produção de genéricos. O poderoso cartel de multinacionais de medicamentos se insurgiu. Ameaçou-nos de desabastecimento, de verdadeira guerra.

Derrotou e humilhou o Ministério da Saúde. Poucos anos depois, esse cartel não somente cedeu prazerosamente ao ministro José Serra, então na pasta da Saúde, como até fez dele seu "homem do ano".

Seria o costumeiro charme do ministro? Seu sorriso cândido? Senão, qual o mistério?

Como consequência da isenção de impostos de importação para o setor de química fina, da infame lei de patentes e de outras obscenidades perpetradas pela administração FHC, mais de mil unidades de produção no setor de química fina, dentre as quais cerca de 250 relativas a fármacos, foram extintas.

Além do mais, cerca de 400 novos projetos foram interrompidos. Os dados foram extraídos de boletim da Associação Brasileira de Indústria da Química Fina.

Em poucos anos, o deficit da balança de pagamentos para o setor saltou de US$ 400 milhões para US$ 7 bilhões.

Quem acha que, com isso, Serra não merece o título de homem do ano das multinacionais de medicamentos?

Também os "empresários" brasileiros do setor de genéricos têm muito a agradecer ao ex-ministro da Saúde, pelas suas margens de lucro leoninas.

Basta ver os imensos descontos oferecidos por quase todas as farmácias, que com frequência chegam a 50%.

Os genéricos do Serra nada têm a ver com os genéricos que planejamos. E o tão aclamado programa de Aids do Serra?

É compreensível que todos os seres humanos, e talvez também o ministro Serra, tenham se comovido profundamente com a súbita e aterrorizante explosão da Aids.

Que oportunidade sem par para políticos demagógicos! A ONU homenageou o então ministro Serra pelo mais completo e dispendioso programa de apoio aos doentes de Aids de todo o planeta.

Países ricos, com PIB per capita dez vezes maiores que o nosso, ficavam muito aquém do Brasil. Como foi possível?

E por que será que, nesse mesmo período, os recursos orçamentários destinados ao saneamento básico não foram usados?

O então dispendioso tratamento de um único doente de Aids correspondia à supressão de recursos para saneamento básico que salvariam centenas de crianças de doenças endêmicas, com base em uma avaliação preliminar.

Será que Serra desviou recursos do saneamento básico? Mistério! Mas persiste o fato de que, durante a administração Serra na Saúde, os recursos destinados ao saneamento, à época atribuídos a esse ministério, não foram aplicados.

Mesmo sem contar mistérios como aqueles dos "sanguessugas" e da supressão do combate à dengue no Rio, entre outros, considero pífia, eminentemente pífia, a atuação de Serra no Ministério da Saúde. (Fonte: Folha de S. Paulo).

ROGÉRIO CEZAR DE CERQUEIRA LEITE, 79, físico, é professor emérito da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), presidente do Conselho de Administração da ABTLuS (Associação Brasileira de Tecnologia de Luz Síncrotron) e membro do Conselho Editorial da Folha.

Amaury Ribeiro Jr. e o glossário da privatização

Publicada na Revista Carta Capital


O jornalista Amaury Ribeiro Jr. Foto: Ed Ferreira



Mais indícios de que as quebras de sigilo têm a ver com a apuração do jornalista

Na segunda-feira 25, após seu novo depoimento na sede da Polícia Federal em Brasília, o quarto desde que veio a público o caso da quebra do sigilo fiscal de tucanos e parentes do candidato José Serra, o jornalista Amaury Ribeiro Jr. distribuiu aos colegas de profissão uma carta e documentos que baseiam seu livro sobre os escândalos das privatizações no governo Fernando Henrique Cardoso. CartaCapital chama a atenção para dois trechos importantes da carta: citações a depósitos em uma conta de Ricardo Sérgio de Oliveira feitas por Gregório Marin Preciado e Carlos Jereissati.

Breve curriculum dos personagens:

Ricardo Sérgio de Oliveira era diretor da área internacional do Banco do Brasil à época da privatização do sistema Telebrás. Personagem recorrente no escândalo da privatização da telefonia, é dele a memorável frase “no limite da irresponsabilidade”. Oliveira era um dos encarregados de apoiar a formação dos consórcios da privatização. Havia uma guerra particular entre a turma do banqueiro Daniel Dantas e o grupo de Carlos Jereissati, irmão do senador Tasso Jereissati. Carlos venceu a queda-de-braço e ficou com a Telemar, hoje Oi. Essa guerra intestina está na base das escutas ilegais que levaram à explosão do escândalo do vazamento das “fitas do BNDES”.

Carlos Jereissati, empresário, classificado como integrantes da “rataiada” que queria se locupletar na privatização da Telebrás. Quem cunhou o termo foi Luiz Carlos Mendonça de Barros, então presidente do BNDES. Mendonça de Barros, pelo que indicam os grampos, trabalhava para favorecer a Telecom Italia e o banqueiro Daniel Dantas contra a “rataiada” de Jereissati.

Gregório Marin Preciado, casado com uma prima de José Serra, apontado como arrecadador de campanhas do tucano e envolvido em variadas de denúncia de corrupção.

Oliveira, Preciado e Mendonça de Barros tiveram seus sigilos fiscais devassados.

Como mostra Ribeiro Jr., o elo se fecha.

Leia abaixo a íntegra dos documentos repassados pelo jornalista.

Click 3 vezes sobre a mensagem para + zoom.







Fraude na licitação do Metrô de SP

27 de outubro de 2010


Folha de S.Paulo registrou em vídeo e cartório os consórcios vencedores. Governador determinou a suspensão da concorrência


O jornal Folha de S.Paulo teve acesso aos nomes dos vencedores da licitação para concorrência de lotes da linha 5 (Lilás) do metrô da capital paulista seis meses antes da divulgação oficial. As propostas foram abertas no dia 24 de setembro, mas os resultados só foram informados pelo Metrô na última quinta-feira 21. Na matéria da Folha, o jornalista Ricardo Feltrin revela que obteve uma lista com os resultados no dia 20 de abril, quando gravou um vídeo anunciando os vencedores (assista aqui). Três dias depois, a reportagem registrou o documento em um cartório no centro de São Paulo. No vídeo, Feltrin fala que o conhecimento prévio pelo jornal dos resultados prova que o processo licitatório foi viciado.

A linha 5 do Metrô hoje liga as estações Capão Redondo e Largo 13. Os lotes da licitação são para a expansão dos trilhos até a estação Chácara Klabin, onde será interligada à linha Verde. Ao todo, o valor dos lotes de 2 a 8 passa de quatro bilhões de reais, sendo que 2,28 bilhões correspondem aos lotes 3 e 7. A licitação foi aberta em 2008, no governo José Serra (PSDB). Em 26 de abril de 2010, a estatal do governo paulista rejeitou a proposta do vencedor do segundo lote, o consórcio Galvão/Serveng, alegando a necessidade de “reformulação dos preços dentro das condições originais de licitação”. Na ocasião, todas as 17 empresas que estavam na concorrência tiveram que refazer suas propostas originais. Mesmo assim, a lista divulgada pelo Metrô coincidiu com o previsto pela reportagem da Folha.

O Metrô e a Secretaria de Estado dos Transportes de São Paulo negaram ter conhecimento de qualquer irregularidade. Em nota, a empresa responsável pelos transportes metropolitanos disse desconhecer “qualquer acerto entre as empreiteiras que participaram deste certame e tem todo interesse na apuração dos fatos”. A reportagem procurou todos os consórcios envolvidos, mas apenas o Andrade Guitierrez/Camargo Corrêa e o Odebrecht/OAS/Queiroz Galvão se manifestaram. O primeiro, vencedor do lote 3, diz que tomou conhecimento dos resultados apenas no dia 24 de setembro. Já o segundo, do lote 7, ressaltou que somente os dois consórcios estão qualificados para operar a máquina conhecida como Shield, necessária para a conclusão de ambos trechos. Por isso, “a probabilidade de cada consórcio ficar responsável por um dos lotes era grande”.

Reação – Na mesma tarde da publicação da matéria, o governador Alberto Goldman (PSDB) ordenou a suspensão da licitação. Ele também disse que determinou à Casa Civil que solicite investigação do Ministério Público Estadual e à Corregedoria-Geral do Estado a apuração do caso. O governador não excluiu a possibilidade de prática de cartel entre as empreiteiras. “Isso sempre é uma possibilidade. Em qualquer licitação que se faça essa possibilidade sempre existe. Por isso é que se estabelecem preços-tetos. Aliás, na primeira licitação que foi feita e nós cancelamos, os preços todos estavam acima dos tetos, 30%, 40%, 50% acima dos tetos, e então foi refeito todo o processo licitatório”, disse.

A reportagem também foi comentada pelo ex-governador e candidato à presidência José Serra. O candidato disse que o processo ocorreu após sua saída do governo paulista. Ele também afirmou que pode ter havido acordo entre as construtoras. A Folha de S.Paulo também informou que deputados do PDT na Assembléia Legislativa já iniciaram uma coleta de assinaturas para que seja instaurada uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar o caso.

Conheça os vencedores da licitação

LOTE 3 – Consórcio Andrade/Camargo Corrêa

LOTE4 – Mendes Júnior Trading e Engenharia

LOTE5 – Consórcio Heleno & Fonseca/Triunfo Iesa

LOTE 6 – Consórcio Carioca/Cetenco

LOTE 7 – Consórcio Metropolitano 5 (Queiroz Galvão/Odebrecht/OAS)

LOTE 8 – Consórcio CR Almeida/Consbem



Ciro Gomes diz que Serra tem histórico de "jogo baixo" e "traição"


O deputado federal Ciro Gomes (PSB), coordenador da campanha de Dilma Rousseff (PT) no Nordeste, afirmou nesta terça-feira (26) em Teresina, Piauí, que José Serra (PSDB) tem histórico de "jogar baixo" e "de traição". Ao participar de carreata em prol da candidatura à reeleição do governador Wilson Martins (PSB), Ciro acusou Serra de simular a agressão no Rio de Janeiro.

"O candidato que tem coragem de fazer uma simulação com uma bola de papel na cabeça, de que foi agredido a ponto de ir ao hospital e ficar 24 horas de repouso, é um candidato que se dando o poder a ele sabe-se lá o que seria capaz de fazer", disse Ciro, ao desembarcar em Teresina na tarde desta terça-feira.

Ciro afirmou que Serra tem histórico de violência e de baixaria em campanhas passadas. "Pode ver, de todas as eleições das quais ele (Serra) participou, todas, sem exceção, tem característica da violência, da traição, da rasteira, do jogo sujo e do jogo baixo", afirmou.

Segundo Gomes, a agressão ocorrida no Rio é "uma mentira como a do Paulo Preto". "Ele (Serra) disse que não sabia quem era Paulo Preto e no dia seguinte o Paulo Preto fez uma chantagem clara e contundente no jornal e ele foi defendê-lo".

Para Ciro, Serra ficou desmoralizado ao prometer, e assinar em cartório, que não renunciaria ao mandato de prefeito em São Paulo, e deixou o cargo para concorrer ao governo paulista. "O que Serra diz de manhã, não serve para a tarde", atacou.



terça-feira, 26 de outubro de 2010

“Serra representa o Brasil submisso aos interesses dos EUA”

Publicado na Carta Maior

26 de outubro de 2010 às 11:10h

Em entrevista à Carta Maior, o historiador Luiz Alberto Moniz Bandeira afirma que o processo eleitoral brasileiro está infectado por uma intensa campanha terrorista e uma guerra psicológica promovido pela direita e por grupos de extrema-direita, como TFP, Opus Dei e núcleos nazistas do Sul do país. Para Moniz Bandeira, projeto representado por José Serra é o “do Brasil submisso às diretrizes dos Estados Unidos, com sua economia privatizada e alienada aos interesses aos estrangeiros”.

CM: Qual a sua avaliação sobre o processo eleitoral brasileiro e sobre a disputa que ocorre agora no segundo turno? Como o sr. caracterizaria os dois projetos em disputa?

Moniz Bandeira: O atual processo eleitoral está infectado por uma intensa campanha terrorista, uma guerra psicológica, promovida não apenas direita, mas pela extrema-direita, como a TFP, OPUS DEI e núcleos nazistas do Sul, e sustentada por interesses estrangeiros, que financiam a campanha contra a política exterior do presidente Lula , pois não querem que o Brasil se projete mais e mais como potência política global. Os dois projetos em disputam são definidos: o Brasil como potência econômica e política global, socialmente justo, militarmente forte, defendido pela candidata do PT, Dilma Roussef; o outro, representado por José Serra candidato do PSDB-DEM, é o do Brasil submisso às diretrizes dos Estados Unidos, com sua economia privatizada e alienada aos interesses aos estrangeiros.
Evidentemente, os Estados Unidos, quaisquer que seja seu governo, não querem que o Brasil se consolide como potência econômica e política global, integrando toda a América do Sul como um espaço geopolítico com maior autonomia internacional.

CM: Falando sobre política externa, o sr. poderia detalhar um pouco mais o que, na sua visão, as duas candidaturas representam?

MB: A mudança dos rumos da política externa, como José Serra e seus mentores diplomáticos pretendem, teria profundas implicações para a estratégia de defesa e segurança nacional. Ela significaria o fim do programa de reaparelhamento e modernização das Forças Armadas, a suspensão definitiva da construção do submarino nuclear e a paralisação do desenvolvimento de tecnologias sensíveis, ora em curso mediante cooperação com a França e a Alemanha, países que se dispuseram a transferir know-how para o Brasil, ao contrário dos Estados Unidos. Essa mudança de rumos, defendida pelos mentores de José Serra em política externa, levaria o Brasil a aceitar a tese de que o conceito de soberania nacional desaparece num mundo globalizado e, com isto, permitir a formação de Estados supostamente indígenas, em regiões da Amazônia, como querem muitas 100 ONGs que lá atuam.

CM: E na América Latina? O Brasil aparece hoje como um fator estimulador e fortalecedor de um processo de integração ainda em curso. Que tipo de ameaça, uma eventual vitória de José Serra representaria para esse processo?

MB: José Serra já se declarou, desde a campanha de 2002, contra o Mercosul, como união aduaneira, e queria sua transformação em uma área de livre comércio, compatível com o projeto da ALCA, que os Estados Unidos tratavam de impor aos países da América do Sul e que o Brasil, apoiado pela Argentina, obstaculizou. Se a ALCA houvesse sido implantada, a situação do Brasil seria desastrosa, como conseqüência da profunda crise econômica e financeira dos Estados Unidos, como aconteceu com o México.

José Serra também criou recentemente problemas, fazendo declarações ofensivas à Argentina, Bolívia e Venezuela, países com os quais o Brasil tem necessariamente de manter muitos boas relações, goste ou não goste de seus governantes. Trata-se do interesse nacional e não de idiossincrasia política.

CM: Na sua avaliação, quais foram as mudanças mais significativas da política externa brasileira, que devem ser preservadas?

MB: O governo do presidente Lula, tendo o embaixador Celso Amorim como chanceler, considerado pela revista Foreign Policy, dos Estados Unidos, como o melhor do mundo, na atualidade, alargou as fronteiras diplomáticas do Brasil. Seus resultados são visíveis em números: sob o governo do presidente Fernando Henrique Cardoso, as exportações do Brasil cresceram apenas 14 bilhões, subindo de 47 bilhões de dólares em 1995 para 61 bilhões em 2002. No governo do presidente Lula, as exportações brasileiras saltaram de 73 bilhões de dólares, em 2003, para 145 bilhões em 2010: dobraram. Aumentaram 72 bilhões , cinco vezes mais, do que no governo de Fernando Henrique Cardoso.

Essas cifras evidenciam o êxito da política externa brasileira, abrindo e diversificando os mercados no exterior. Mas há outro fato que vale ressaltar, para mostrar a projeção internacional que o Brasil. Em dezembro de 2002, último ano do governo de Fernando Henrique Cardoso, as reservas brasileiras eram de apenas 38 bilhões de dólares… Sob o governo Lula, as reservas brasileiras saltaram de 49 bilhões de dólares, em 2003, para 280 bilhões de dólares em outubro de 2010. Aumentaram sete vezes mais do que no governo do presidente Fernando Henrique Cardoso. Tais números representam uma enorme redução da vulnerabilidade do Brasil.

É bom recordar que, logo após o presidente Fernando Henrique Cardoso inaugurar seu segundo mandato, em apenas seis dias, entre 6 e 12 de janeiro de 1999, o Brasil perdeu mais de 2 bilhões de dólares para os especuladores e investidores, que intensificaram o câmbio de reais por dólares, aproveitando ainda a taxa elevada, e suas reservas caíram mais de 4,8 bilhões s, em apenas dois dias, ou seja, de 13 para 14 de janeiro.

Os capitais, em torno de 500 milhões de dólares por dia, continuaram a fugir ante o medo de que o governo congelasse as contas bancárias e decretasse a moratória. E os bancos estrangeiros cortaram 1/3 dos US$ 60 bilhões em linhas de crédito interbancário a curto prazo, que haviam fornecido ao Brasil desde agosto de 1998. A fim de não mais perder reservas, com a intensa fuga de capitais, não restou ao governo de Fernando Henrique Cardoso alternativa senão abandonar as desvalorizações controladas do real e deixá-lo flutuar, com a implantação do câmbio livre.

CM: O sr. poderia apontar uma diferença que considera fundamental entre os governos Lula e FHC?

MB: Comparar os dois governo ocuparia muito espaço na entrevista. Porém apenas um fato mostra a diferença: o chanceler Celso Amorim esteve nos Estados Unidos inúmeras vezes e nunca tirou os sapatos, ao chegar no aeroporto, para ser vistoriado pelos policiais do serviço de controle. O professor Celso Lafer, chanceler no governo de Fernando Henrique Cardoso, submeteu-se a esse vexame, humilhando-se, degradando sua função de ministro de Estados e o próprio país, o Brasil, que representava. E é este homem que ataca a política exterior do presidente Lula e é um dos mentores de José Serra, cujo governo, aliás, seria muito pior do que o de Fernando Henrique Cardoso.