quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Diretor de Abastecimento participa do lançamento ao mar do navio Anita Garibaldi

Notícias


Publicado em 27/11/2012 - 19h22 - Por: Petrobras/Abastecimento

Alta Administração - Comunicação Empresarial

Diretor de Abastecimento participa do lançamento ao mar do navio Anita Garibaldi

Embarcação é a primeira de uma série de quatro panamax que homenageará as mulheres

Representando a presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, o diretor de Abastecimento, José Carlos Cosenza, participou nesta terça-feira (27/11) do evento que lançou ao mar o navio Anita Garibaldi. Esta é a primeira embarcação do tipo panamax de uma série de quatro que serão construídas no Estaleiro Mauá, em Niterói, batizadas em homenagem a mulheres que ajudaram a construir a história do Brasil.

Parte da frota da Transpetro, o navio foi transferido ao cais do estaleiro, onde passará por acabamentos finais antes da entrega à Companhia para início de operações. Com 228 metros de comprimento e capacidade para transportar 90,2 milhões de litros de produtos, os navios panamax serão usados para o transporte de petróleo ou derivados escuros.


Em seu discurso, o diretor Cosenza enfatizou a importância feminina para o Brasil. “Em um tempo em que as mulheres ocupam posições de destaque no cenário brasileiro, como a primeira presidenta do nosso país, Dilma Rousseff, e a primeira presidente da Petrobras, nada mais justo do que homenagear a garra, a força e a luta das nossas mulheres, por meio desta revolucionária brasileira, Anita Garibaldi”, disse.

O navio Anita Garibaldi, construído pelo Estaleiro Mauá, é a quinta embarcação do Programa de Modernização e Expansão da Frota da Transpetro (Promef). Logo após o lançamento da embarcação, foi realizado o batimento de quilha do segundo navio da série de quatro panamax encomendados pelo Programa.


Ficha técnica navio Anita Garibaldi


Tipo: Panamax

Porte bruto: 72.900 t

Comprimento total: 228 m

Boca: 40 m

Calado:12 m

Altura: 48,3 m

Velocidade: 15 nós

Transporta: petróleo e produtos escuros

Capacidade para transportar 90,2 milhões de litros de produtos

Característica principal: tipo "shallow draft", ou seja, baixo calado.







domingo, 25 de novembro de 2012

As 25 Leis Bíblicas do Sucesso

As 25 Leis Bíblicas do Sucesso é o novo livro de William Douglas e Rubens Teixeira

Rubens Teixeira e William Douglas são sem dúvidas homens de sucesso. William é juiz federal no Rio de Janeiro e autor...
·  por Michael Caceres

As 25 Leis Bíblicas do Sucesso é o novo livro de William Douglas e Rubens Teixeira


Rubens Teixeira e William Douglas são sem dúvidas homens de sucesso.

William é juiz federal no Rio de Janeiro e autor de 35 livros. Primeiro colocado em vários concursos públicos, seu maior sucesso editorial é Como passar em provas e concursos (Ed.Impetus), com 180 mil exemplares vendidos. Palestrante requisitado, já falou para mais de 1,2 milhão de pessoas no Brasil.

Rubens é considerado um intelectual cristão. É diretor financeiro e administrativo da Transpetro, analista do Banco Central, professor, escritor e palestrante. É formado em Engenharia Civil (IME), Direito (UFRJ) e Ciências Militares (AMAN), com mestrado em Engenharia Nuclear (IME). Sua tese de doutorado em Economia (UFF) e sua monografia de Direito foram premiadas. É membro da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra.

Para os autores, ambos leitores da Bíblia, ela contém o melhor manual sobre o sucesso já escrito até hoje e não trata apenas de religião, mas também de valores fundamentais para se construir uma base sólida para a vida profissional. Dedicação, trabalho, respeito, busca por sabedoria e conhecimento e a honestidade são algumas lições que a Bíblia oferece para alcançar o sucesso.

O livro também dá exemplos de pessoas que venceram na vida seguindo os preceitos bíblicos, as vezes sem motivação religiosa ou até mesmo sem saber a origem dos ensinamentos pelos quais se pautavam.



As 25 Leis Bíblicas do Sucesso – William Douglas e Rubens Teixeira

Sinopse e Ficha Técnica do livro cristão "As 25 Leis Bíblicas do Sucesso".

por Michael Caceres

As 25 Leis Bíblicas do Sucesso – William Douglas e Rubens Teixeira
“Este livro é uma alternativa e um exemplo para ajudar mais e mais pessoas a evoluir e a crescer.” – Eike Batista

A Bíblia é o melhor manual sobre o sucesso já escrito até hoje. Ao contrário do que se imagina, ela não trata apenas de religião, mas também de valores fundamentais para se construir uma base sólida para a vida profissional. E foi nessa fonte de sabedoria milenar que William Douglas e Rubens Teixeira garimparam as orientações para consolidar as 25 leis que compõem este livro.

São lições sobre a importância do esforço e da dedicação ao trabalho, da incansável busca de conhecimento e evolução pessoal, do respeito aos outros e, acima de tudo, de um forte senso de honestidade. Para comprovar a eficácia dessas leis, os autores mostram que os princípios de sucesso de grandes empresários e pensadores da administração, como Warren Buffett, Eike Batista, Napoleon Hill e Jim Collins, são calcados em passagens das escrituras.

Também dão exemplos de pessoas que venceram na vida seguindo os preceitos bíblicos, as vezes sem motivação religiosa ou até mesmo sem saber a origem dos ensinamentos pelos quais se pautavam.

Não importa sua orientação espiritual nem se você é dono de empresa, gerente ou trabalhador, este livro pode transformar sua vida. Você aprenderá:

• Os antídotos contra os sete pecados capitais na busca do sucesso

• O que Salomão ensina no livro de Provérbios sobre êxito profissional

• Os erros da “teologia da prosperidade” e da “teologia da miséria” e a importância de uma mentalidade que favoreça o desenvolvimento pessoal e profissional

• As dez virtudes recomendadas pela Bíblia e cobiçadas pelo mercado de trabalho

• Como ter uma relação harmoniosa com o dinheiro

• 150 citações bíblicas para alcançar a excelência, a credibilidade e o sucesso

Sobre os autores:

William Douglas é juiz federal/RJ, professor universitário e autor de 35 livros. Primeiro colocado em vários concursos públicos, seu maior sucesso editorial é Como passar em provas e concursos (Ed.Impetus), com 180 mil exemplares vendidos. Palestrante requisitado, já falou para mais de 1,2 milhão de pessoas no Brasil. Faz parte do Movimento Educafro (Educação e Cidadania de Afrodescendentes e Carentes).

Rubens Teixeira é diretor financeiro e administrativo da Transpetro, analista do Banco Central, professor, escritor e palestrante. É formado em Engenharia Civil (IME), Direito (UFRJ) e Ciências Militares (AMAN), com mestrado em Engenharia Nuclear (IME). Sua tese de doutorado em Economia (UFF) e sua monografia de Direito foram premiadas. É membro da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra.

Os autores fazem parte da Associação dos Homens de Negócios do Evangelho Pleno e dos Juristas de Cristo.



sábado, 13 de outubro de 2012

Quissamã - Desenvolvimento do Agronegócio




A eleição de Otávio deverá dar novo ânimo aos produtores rurais e pescadores artesanais de Quissamã, uma vez que o prefeito eleito é homem ligado ao agronegócio, portanto, comprometido com a causa e ciente do potencial que o município tem para produzir nos setores agrícola, pecuário e pesqueiro.

O município tem grandes perspectivas em torno do Complexo Logístico Farol Barra do Furado, que deverá gerar emprego e renda  para nossa gente, mas, todos sabemos que o petróleo é um bem finito. Por isso, o município de Quissamã vai também consolidar sua posição de grande produtor de alimentos no Estado do Rio de Janeiro.

Além disso, dentro do cenário de mudanças climáticas, fica difícil tratar em progresso econômico sem uma visão ambiental deste, ou seja, pensar no desenvolvimento sustentável.

A definição mais aceita para desenvolvimento sustentável é o desenvolvimento capaz de suprir as necessidades da geração atual, sem comprometer a capacidade de atender as necessidades das futuras gerações. Essa definição surgiu na Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, criada pelas Nações Unidas para discutir e propor meios de harmonizar dois objetivos: o desenvolvimento econômico e a conservação ambiental.

A produção de alimentos sustentáveis é o pilar desse processo e o município de Quissamã apresenta todas as condições para desenvolver projetos dessa natureza.

Para que isso aconteça será fundamental a sinergia entre algumas secretarias municipais.

Também a mudança de nomenclatura de algumas secretarias se faz necessária para dar ênfase aos projetos a serem desenvolvidos. Por exemplo: A Secretaria de Agricultura deveria passar a ser “Secretaria de Agricultura, Pecuária e Pesca” e deverá fazer sinergia com a Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, com objetivo de desenvolver o agronegócio local, auxiliando na eliminação dos pontos de estrangulamento dos diferentes elos de cadeias de produção, buscando a sustentabilidade da agricultura familiar; desenvolver ações na área de infra-estrutura rural, como estradas rurais, infra-estrutura de produção, manejo e uso adequado do solo, recursos hídricos, entre outros; criar alternativas de renda através de um programa de fomento incluindo projetos de verticalização da produção, mudança da base técnica da agricultura tradicional e incentivo à utilização de tecnologias ambientalmente adequadas com viabilidade econômica e desenvolver atividades no campo, de organização rural de pequenos produtores, promovendo a participação dos mesmos na definição das políticas públicas para o meio rural.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Petrobras não vai se transformar em uma empresa do pré-sal, afirma diretor

Empresa traçou como meta chegar a 2016 com produção de 3,3 milhões de barris de óleo equivalente (petróleo e gás natural)

Da Agência Brasil

O diretor de Exploração e Produção da Petrobras, José Formigli, afirmou que a estatal não vai se transformar em “uma empresa do pré-sal” e que continuará expandindo suas atividades para as outras áreas potencialmente produtoras do país, inclusive em blocos terrestres.

A afirmação foi feita apesar da constatação de que o Plano de Negócios e Gestão da companhia para o período 2012-2016 destinará 51% dos investimentos da companhia na Área de Exploração e Produção – que totalizam US$ 131,6 bilhões - a campos e atividades de exploração e produção localizados no pré-sal da Bacia de Santos.

Formigli disse que a Petrobras, a partir das novas descobertas e dos projetos em fase de maturação, vai priorizar, no curto e médio prazo, o aumento da produção de petróleo a partir de campos já descobertos e das unidades que começaram a entrar em produção, mas que também não se descuidará da área de exploração para que não haja declínio em suas reservas.

“Ao mesmo tempo em que precisamos começar a colocar em produção os campos já descobertos, também temos que continuar avançando na procura de ativos novos – de novas descobertas. A prioridade hoje é colocar em produção as reservas já descobertas”, disse.

O diretor disse que a estatal deverá manter a produção dos próximos dois anos praticamente nos mesmos patamares, com crescimento de apenas 1% a 2% ao ano, mas que as previsões e os projetos em maturação indicam um salto no volume na produção a partir do início de 2014.

“Se você observar as unidades em construção verá que a P-55 estará entrando em fase de produção no segundo semestre deste ano, com o crescimento da produção do Lula Nordeste [no pré-sal da Bacia de Santos]. Tem Papa-Terra [na Bacia de Campos] entrando em produção no segundo semestre de 2013. Com isto, no final de 2013, início de 2014, nós teremos a decolagem da produção”.

No Plano de Negócios e Gestão da Petrobras para o período 2012-2014, quando os investimentos totalizarão US$ 236,6 bilhões, a empresa traçou como meta chegar a 2016 com produção de 3,3 milhões de barris de óleo equivalente (petróleo e gás natural). Atualmente, o recorde de produção da estatal foi 2,1 milhões de barris por dia, alcançado nesta semana.

O plano aponta que o maior crescimento da produção acontecerá a partir de 2014, com expectativa de aumento da produção de 5% e 6% ao ano no período 2014-2016. Para os anos de 2012 e 2013, a expectativa é a manutenção da produção.

Em relação à meta de longo prazo, a expectativa é alcançar em 2020 a produção total de 5,2 milhões de barris de óleo equivalente – volume que saltará para 5,7 milhões por dia considerando os ativos no exterior.

O consumo interno de petróleo no Brasil é de cerca de 1,2 milhão de barris e a produção, em geral, é próxima deste volume. O problema é que a maior parte do óleo produzido no país é de baixa qualidade e é necessário importar petróleo de qualidade para misturar e fazer o refino. Com o pré-sal, a expectativa da Petrobras é conquistar a autosuficiência na produção e refino do petróleo.


terça-feira, 21 de agosto de 2012

Secas no mundo geram alta no preço dos alimentos

No Brasil, a estiagem atingiu sobretudo as regiões Nordeste e Sul

Rádio ONU


Várias regiões do mundo são afetadas por uma seca severa. A informação é da Organização Mundial de Meteorologia, OMM.

Segundo informou a OMM nesta terça-feira (21), o fenômeno está causando uma alta nos preços dos alimentos. Um dos casos mais graves, dos Estados Unidos, está afetando os mercados mundiais.

Razões Múltiplas

De acordo com a OMM, 63% do território americano e metade dos distritos da Índia estão sofrendo com a seca. Nos Estados Unidos, a colheita de milho foi fortemente afetada.

O meteorologista Mozar Salvador, do Instituto Nacional de Meteorologia, Inmet, falou à Rádio ONU, de Brasília, sobre as razões das secas.

"Houve uma seca nos Estados Unidos que causou um impacto grande na agricultura, e tivemos, no Brasil, duas regiões bastante afetadas pela seca. A região Sul, que é uma região importante de produção agrícola, e também a região Nordeste. Cada região tem suas particularidades, porém alguns fatores podem ser comuns. Eu diria por exemplo o fenômeno La Niña, que já encerrou seu ciclo, e nós estamos no processo já de surgimento do El Niño. Fenômenos como esses, que ocorrem no Pacífico, têm influência em várias partes do planeta."

A OMM destacou a importância de se criar legislações sobre a questão da seca.

Segundo a agência, somente a Austrália tem uma legislação específica para o fenômeno, enquanto outros países apenas possuem planos de contingência.





segunda-feira, 6 de agosto de 2012

A perda do professor Fernando Amorim



Faleceu na noite de quinta feira o camarada Fernando Antônio Sampaio de Amorim. Professor da UFRJ há 32 anos, lotado no Programa de Engenharia Naval da Coppe e membro do PCdoB desde março de 2001 onde foi membro da direção do Comitê Municipal do Rio de Janeiro.


Camarada Professor Fernando Amorim
Foi diretor da Associação Nacional de Docentes – ANDES; da Associação dos Docentes da UFRJ – ADUFRJ e atualmente era Vice Presidente do PROIFES-Federação e Presidente do PROIFES e representava os professores do Centro de Tecnologia da UFRJ no Conselho Universitário.

Foi também Pró-Reitor de Patrimônio e Finanças da gestão do comunista Horácio Macedo de 1985-1989, histórica reitoria que abriu as portas da universidade para atividades de extensão em toda a Comunidade da Maré.

Ao lado dessa intensa atividade sindical e na frente institucional, defendeu em 1987 seu doutorado e nos últimos oitos anos teve uma intensa atividade acadêmica voltada para atividades de extensão universitária e educativas voltadas para as áreas da engenharia naval. Foi o coordenador do Curso de Qualificação de Técnicos para a Indústria Naval (Tec-Naval) que iniciou a sua trajetória em 2007, quando um grupo de professores da UFRJ percebeu a necessidade de formar técnicos para atuar na indústria naval. Os estaleiros, após 10 anos fechados ou com pouca atividade, voltaram a crescer no Estado do Rio de Janeiro e ocorria problemas relacionados na falta de mão de obra qualificada. Esse curso que vigora até a presente data trabalha com a noção que educação para o trabalho ainda é um grande desafio para os educadores no Brasil. O curso rompe com a prisão das grades curriculares, das disciplinas estreitas — que não conseguem dar conta da complexidade do mundo do trabalho, nem da complexidade dos currículos tradicionais.

Em Macaé, ele implantou o Colégio Municipal de Pescadores. Curso formado por filhos de pescadores que recuperava toda a cadeia de produção de barcos de madeira que hoje está praticamente extinta em nosso país. Fruto de grande repercussão desse trabalho, mais tarde fundou o Colégio Politécnico da UFRJ em na cidade de Cabo Frio que começou suas atividades em 2008 com duas turmas de 6º ano e duas turmas de 1ª série do ensino médio.

Este primeiro ano de atividades teve como objetivo principal formar a equipe de professores e desenvolver a metodologia de ensino e aprendizagem, inteiramente baseada em projetos, com nova configuração da organização dos conteúdos. As metodologias que estão sendo desenvolvidas estão centradas nas atividades dos alunos. Pretende-se através da educação pelo trabalho criar uma abordagem politécnica e interdisciplinar.

Anualmente ele coordenava dois festivais voltados para o Mar nas cidades de Macaé, Búzios, Arraial do Cabo e Paraty. O último, em novembro de 2011, realizou-se na Praça da Matriz, na cidade de Paraty, a Festa do Mar e do Sol. Em sua segunda edição na cidade, foi também a segunda vez em que o evento aconteceu paralelamente ao Desafio Solar Brasil. A festa que é organizada pelo Museu da Ciência e da Cultura do Mar – Museu do Mar, (um projeto do Núcleo Interdisciplinar UFRJMar), contou com mais de quinze oficinas, dentre elas algumas que foram desenvolvidas fora da tenda principal (como, por exemplo, a oficina de Mergulho que funcionou em parceria com a oficina de Biologia sobre a Vida Marinha). Os eventos do UFMar levavam oficinas de várias unidades da UFRJ tendo o mar como tema principal.

Hoje no velório de Fernando toda a Reitoria, os decanos, diretores de diversas unidades, ex e atuais alunos das várias atividades que ele coordenou estiveram na Praia Vermelha para prestar homenagens ao grande batalhador da educação como inclusão social que foi Fernando Amorim.

Ao lado do seu caixão estavam as bandeiras da UNE, do PCdoB e da UFRJ.

Fernando era casado com a Professora Eleonora Ziller Camenietzki que hoje dirige a Faculdade de Letras da UFRJ, tinha cinco filhos . Na sua despedida Daniel Iliescu (presidente da UNE) se dirigiu aos jovens presentes e disse que todos ali eram os filhos do Fernando que ele formou ao longo desses anos e esse era o grande legado. Disse do seu último encontro com Fernando quando a UNE ocupou Brasília pela aprovação dos 10% da educação no PNE e Fernando como dirigente do PROIFS estava junto com eles. Flavia Calé (Presidente da UJS) falou de como ele mostrou que na prática os projetos podem fazer mudanças profundas na estrutura elitista da universidade. Falou das lutas de Fernando pela expansão de vagas das universidades e a democratização do seu acesso.

A camarada Ana Rocha (Presidente Estadual do PCdoB) falou que ele era alguém que lutava pelo que acreditava de peito aberto. Um camarada firme e intransigente nas suas convicções do socialismo. Será sempre lembrado pelo seu sorriso e a maneira ativa e combativa de lutar e de defender suas ideias.

O Professor Carlos Levi (Reitor da UFRJ) disse que era com muita tristeza que recebemos a notícia do súbito falecimento do professor Fernando

Amorim, figura com atuação marcante e intensa na história da UFRJ, como demonstram as inúmeras funções que desempenhou e diferentes projetos e atividades que liderou ao longo de sua trajetória em nossa universidade. Disse que acompanhou a vida profissional do professor Fernando desde seu tempo de aluno de Engenharia Naval e depois como colega de Departamento. Conheci, portanto, desde cedo, a combatividade de suas convicções e ideias.

Sua perda acontece num momento em que a UFRJ mal se recupera da despedida do nosso ex-reitor, Aloísio Teixeira, agravando ainda mais nossos sentimentos de luto e pesar. Ficam suas lembranças e muitas saudades com a família, amigos, companheiros de trabalho e alunos

Ao final os presentes cantaram a Internacional ao som do violonista Eduardo Camenietzki da Escola de Musica da UFRJ e aplaudiram longamente. A professora Eleonora Ziller encerrou a cerimônia, agradecendo a presença de todos dizendo que em breve iremos passear com os barcos de Fernando na Baía de Guanabara para jogar suas cinzas e fez a chamada dos outros comunistas que faleceram na luta pela universidade ao lado de Fernando: Aloisio Teixeira , Samira Mesquita e Horacio Macedo.
 

Fernando Amorim, você está presente!

Por Lejeune Mirhan*

Faleceu na noite de ontem o camarada Fernando Antônio Sampaio de Amorim. Antigo e histórico comunista era engenheiro e professor da Universidade Federal do rio de Janeiro. Difícil escrever no calor da emoção, em especial pela falta política e humana que ele nos fará, relato aqui um pouco da minha convivência com o camarada Amorim.

Trajetória comunista

Fernando ingressou no curso de engenharia naval da UFRJ nos idos de 1973, no auge da ditadura militar, então com quase vinte anos (ele completaria 59 anos em novembro próximo). Formou-se na Universidade em 1977, tendo sido admito como seu professor no mesmo curso em 1980. Tinha, portanto 32 anos de docência no ensino superior público e federal. Ingressa nessa mesma época no antigo PCB. Faria no próximo ano 40 anos de militância comunista.

Concluiu na UFRJ seu mestrado em 1983. Com intensa militância comunista, sindical – foi diretor do ANDES, mas fez oposição em várias diretorias, como veremos a seguir – acabou por concluir seu doutorado apenas em 1997, sempre na área de engenharia e arquitetura naval, da qual era um dos mais renomados especialistas.

Divergindo intensamente com os rumos equivocados que o seu velho Partidão havia tomado, fazendo oposição ao governo do presidente Lula em seu primeiro mandato, Fernando toma a lúcida decisão, com dezenas de outros camaradas, de ingressar no PCdoB. Sua ficha de filiação ao Partido é data de 1 de junho de 2003. No entanto, de forma que considero justa, ele me disse várias vezes quando falávamos de seu tempo de Partido que tínhamos que mudar a nossa forma de registrar tempo de partido e tempo de ser comunista. Em tom de brincadeira – mas falando com propriedade – ele dizia que queria averbar seu tempo anterior de PCB no tempo de PCdoB. Muita justa a reivindicação.

Fernando integrava o Comitê Municipal do Partido no Rio de Janeiro. A sua intensa vida acadêmica e sindical o impedia de dedicar-se mais tempo às tarefas específicas de dirigir Partido.

Conhecia a atuação do camarada desde que ingressei na SSN/CC em 2007. No entanto, só fui relacionar-me mais diretamente com ele a partir da instalação da fração Nacional dos Comunistas Professores de Universidades Federais. Isso ocorreu em fevereiro de 2011. Éramos nove camaradas presentes de vários e Fernando foi eleito, por unanimidade, coordenador geral, com Remi Castioni, da UnB, coordenador-adjunto (deve assumir a coordenação geral agora).

Nesses 18 meses de convivência, nos vimos muitas vezes pessoalmente. Em reuniões de fração, em eventos partidários. Falávamos amiúde por telefone, pelas minhas tarefas que tinha de acompanhar essa FN na esfera da Secretaria Sindical. Nunca tive dúvidas sobre a capacidade do Fernando. E disse isso em vida. Para ele e para vários camaradas de convivência comum. Fernando era quadro de nível de Comitê Central. Pela sua compreensão do marxismo-leninismo. Pela sua compreensão da linha tática e estratégica dos comunistas do PCdoB. Pela sua aplicação de nossa linha sindical justa, ampla. O espectro de forças políticas, o arco de alianças, era das coisas que mais o preocupavam.

Nos últimos meses, Fernando estava submetido a uma intensa pressão. Se por um lado era um dos principais negociadores com o governo federal por ser vice-presidente da Federação Nacional dos Sindicatos de Professores Federais, ele era um dos que mais combatia os rumos do que o Sindicato chamado ANDES esta tentando imprimir ao movimento sindical docente. Escreveu diversos artigos nos seus últimos dias de vida. Chamava a greve dos professores federais de “revê do fim do mundo”. Afirmava que qualquer que fosse a proposta que o governo fizesse, mesmo atendendo todas ou quase todas as reivindicações dos professores como aliás o fez com a última proposta – a greve seguiria até a morte. Até porque a greve é para desgastar o governo da presidente Dilma e não para atender as reivindicações justas e legitimas dos docentes.

A morte na semana retrasada do professor Aloísio Teixeira, seu companheiro de UFRJ e ex-reitor da Universidade. Fernando dizia-me que Aloísio se filiaria em breve ao Partido. Infelizmente, não deu tempo. Nunca me esqueço uma vez quando ele me levava ao aeroporto do Galeão no Rio já tarde da noite, quando estava nessa cidade em tarefas partidárias, que uma das suas prioridades como membro do Conselho Universitário da UFRJ era que essa instituição acadêmica aceitasse as notas do ENEM como parte da condição de ingresso. E isso, naquele dia havia sido aprovado, motivo que foi comemorado pelo então reitor, Aloísio, com quem eu havia estado durante o dia.

Lembro-me que quando instalamos a FN dos Professores (as) Federais, haviam apenas uns 15 professores identificados como comunistas do PCdoB. Alguns já antigos. Nesses 18 meses de atuação, não só a FN identificou, nucleou e mesmo filiou outros tantos, que hoje a força comunista já soma mais de 130 camaradas docentes federais e de institutos federais de ensino. Os comunistas, sob a coordenação de Fernando e Remi, influenciam quase uma dezena de associações e sindicatos docentes e somam um terço da direção nacional da recém-criada Federação Nacional, que é racha do ANDES.

O Fernando Amorim Acadêmico

Nunca tive dúvidas das dificuldades de mantermos a militância política, sindical e partidária e ao mesmo tempo manter uma elevada produção acadêmica. Pois Fernando nunca descuidou disso. Sem deixar de lado sua militância comunista, Fernando em 1985 já tinha sido vice-reitor de Patrimônio e Finanças da UFRJ na gestão do velho professor e comunista Horácio Macedo.

Sua produção acadêmica na área de sua especialidade – engenharia naval – consta 35 trabalhos científicos publicados em periódicos indexados no Brasil e no exterior, além de capítulos em livros. Ajudou a formar diversos mestres e doutores em sua área. São dezenas de informes e comunicações em congressos científicos da engenharia naval aqui e fora do Brasil.

Na atualidade, Fernando participava de uma rede de Capacitação Técnica para o Desenvolvimento da Construção Naval no RJ, da qual sempre foi um entusiasta e percebia que os governos Lula e Dilma deram apoio decisivo para isso.

Combinando o seu saber técnico e científico e sua militância, Fernando era professor do Colégio Municipal de Pescadores da cidade de Macaé. Mas, mais do que isso. Foi entusiasta e fundador do Colégio Politécnico da UFRJ em Cabo Frio, onde ministrava aulas e hoje, nesta sexta-feira, dia 3 de agosto, daria aulas inclusive. Essas suas tarefas em Macaé e Cabo Frio, além, claro, das na cidade do Rio de Janeiro, tiravam-lhe mobilidade para viagens à serviço do movimento sindical docente e mesmo para o Partido. Mas, ele procurava sempre conciliar as coisas, equilibrar atividades.

Fernando estava envolvido num grande projeto de sua paixão, que era o mar e suas embarcações. Estava organizando a criação, na Ilha do Fundão, de um Museu da Ciência e da Cultura do Mar. Veja que interessante. Ao mesmo tempo um museu que contava a história das embarcações e das navegações do ponto de vista científico, ao mesmo tempo resgatava o que ele chamava de “cultura do mar”. Como na inesquecível música da Dorival Caimi, “é doce morrer no mar, mas ondas verdes do mar...” (a qual escuto neste momento para lembrar de Fernando).

Fernando tocava outro projeto estratégico, que levava o pomposo nome de “Embarcações com Propulsão Elétrica Alimentada por Paineis Solares”. Eu, que fiz três anos de engenharia antes de me tornar sociólogo, compreendo a dimensão desse projeto. Libertaria todas as embarcações do mar da dependência de combustível fóssil e garantiria a elas ampla autonomia energética. Esperemos que a perda de Fernando não interrompa esse estratégico projeto.

Fernando era Professor Associado da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Sua experiência na área de Engenharia Naval e Oceânica tinha ênfase em Projetos de Navios, pequenas embarcações e sistemas oceânicos. Chefiava o Laboratório de Arquitetura Naval e coordena os Programas Polo Náutico da UFRJ e Núcleo Interdisciplinar UFRJ Mar.

Fernando atuava também em Tecnologia de Projeto e Construção de Pequenas embarcações, metodologias de projeto e planejamento, modelos de projeto, e metodologia de ensino de projeto, educação em engenharia e educação e trabalho.

Fernando ficará em nossas memórias e nossas lembranças. Tal qual Lênin dizia que não seria possível uma prática revolucionária sem teoria revolucionária, seguiremos nos inspirando no camarada militante comunista, intelectual, produtor de saber, acadêmico, mas um abnegado militante comunista pela profunda transformação de nossa sociedade e das nossas universidades, onde ele passou quase 40 anos de sua curta, mas profícua vida. Fernando, você esta presente!

* Sociólogo, escritor e arabista. Foi professor de Sociologia da Unimep entre 1986 e 2006. Presidiu o Sindicato dos Sociólogos de SP de 2007 a 2010. E-mail: lejeunemgxc@uol.com.br.

3 de Agosto de 2012 - 15h21

Uma carta ao camarada "Fernandão"

O professor associado da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e militante do movimento docente Fernando Amorim, fundador do Proifes, morreu na noite de quinta-feira (2), após sofrer um infarte. Abaixo, uma carta publicada pelo professor e pesquisador Remi Castioni, da Universidade de Brasília (UnB).

Comunicamos com grande pesar o falecimento nessa noite do camarada Fernando Amorim, da UFRJ. Fernandão como era chamado por nós do movimento docente deixa um enorme vazio entre nós.

Coordenador da Fração dos professores comunistas das universidades e institutos federais, Fernandão tinha solução para tudo. Engenheiro de formação, do curso de engenharia naval, parecia se inspirar no horizonte do oceano e antevia com acuidade o caminho seguro a prosseguir.

Nesse pouco mais de dois anos que tive a oportunidade e o privilégio de conviver, às vezes, quase que diariamente, em contato telefônico ou presencialmente aqui em Brasilia, nas reuniões do Proifes, só tenho a dizer nesse momento, que perdemos um grande quadro. Entendia como poucos o ritmo da universidade. Recentemente ao comentar numa reunião do Proifes sobre um dos pontos da negociação, a que trouxe para dentro da carreira o cargo isolado de professor titular, fez grande homenagem aos professores comunistas, em particular, ao Horácio Macedo, da UFRJ, o qual como tantos comunistas, nunca conseguiram ascender a esse cargo porque o reacionarismo e a perseguição na universidade isolavam o mérito em favor do compadrio. Somente lendo a história para entender as circunstâncias sombrias que levaram a Reforma de 1968 a trucidar o cargo de professor catedrático e a de criar o de titular como cargo isolado do magistério superior. Fernandão sabia como poucos esse movimento, as pessoas preteridas, os preferidos pelo regime, os motivos que levaram a criar o cargo.

Também é dele o rótulo que em algumas mensagens circulamos aqui de "vanguarda do atraso". Fernandão lutava no Conselho Universitário, da UFRJ, representando os professores associados e enfrentava esse movimento desqualificado e descomprometido pequeno burguês dos "ditos" novos revolucionários.

Sua incansável luta em favor da educação via nesses grupos o manto do conservadorismo na universidade, daqueles que tentam restringir o acesso da população a universidade. Foi assim quando lutou bravamente para utilizar o Enem NEM como forma de acesso a UFRJ, contra os que diziam que isso ia acabar com a Universidade. Da mesma forma sua defesa da expansão da universidade, sua paixão pelo ensino e sua luta incessante para ligar a educação básica com a educação superior o levou a criar o Colégio Politécnico da UFRJ. Iniciativa impensável para uma universidade, mas que com sua dedicação funcionava e atendia professores da rede municipal e jovens do ensino médio na cidade de Cabo Frio.

Quando apresentei a ele no mês de junho, na reta final de tramitação do Plano Nacional da Educação (PNE), na Comissão Especial da Câmara, a proposta de tratar os gastos em educação como investimento e, portanto, fora da meta do superávit primário me dizia que fariamos história. Eu não acreditei muito nisso, mas pude conferir depois que a proposta deu um nó no Plenário da Comissão de Orçamento e Finanças do Congresso. E por pouco não foi aprovada. Dizia-me que tinhamos dado a solução para fazer o gasto em educação crescer e tratá-lo como investimento, portanto, por fora do limite constitucional.

Sua entrada no Fórum Nacional de Educação, representando o Proifes e que prepara a próxima Conferência Nacional de Educação deu outro ritmo a essa instância. Lá também sua presença será sentida.

Tinha também grande preocupação com o partido. Nesse processo de expansão estava muito determinado a melhorar a forma da nossa intervenção.

Poderia enumerar várias das suas qualidades e seu compromisso com a educação, mas fico por aqui. Tal como o ex- reitor Aloisio Teixeira, morto na semana passada, vai deixar muitas saudades, mas como ele constumava dizer "é vida que segue".

Para nós será também enorme desafio substituí-lo, principalmente, nesse momento em que estamos saindo de uma greve muito divididos, mas com enorme saldo político. Isso vale tanto para a nossa Fração como para o próprio Proifes.

Só tenho a dizer nessa despedida obrigado Fernandão por nos mostrar que é possível sonhar e concretizar nossas ideias e colocá-las a favor dos que precisam.