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quinta-feira, 5 de maio de 2011

FHC - O Presidente que teve vergonha de ser brasileiro

Por Alexandre Braga - Jornalista


Foi com essa frase que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso defendeu a privatização da Petrobras e da Caixa Econômica Federal enquanto estava alojado no Palácio do Planalto. A desculpa para entregar a Caixa a preço de banana era que o Brasil não precisava de dois bancos federais. Mas, felizmente, a Petrobras e nem a Caixa não foram ceifadas pela política neoliberal implantada pelos tucanos no Brasil, diferentemente das empresas Vale do Rio Doce, Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e o Sistema Telebrás, que foram vendidas a preço de banana.

Hoje, com anúncio da descoberta do pré-sal e com a inserção do Brasil entre os maiores produtores de petróleo do mundo, foi constatado mais uma vez que a política das privatizações foi um verdadeiro desastre e um crime contra a nação. FHC e sua política neoliberal foram praticamente enterrados com a crise financeira mundial, causada justamente pela falta de controle do mercado financeiro, fortalecendo a tese de que o Estado não pode abrir mão de tudo como defende os tucanos.

Agora, voltando ao pre-sál, já pensou se a Petrobras fosse vendida como queria FHC? O Brasil não teria condições alguma de explorar o pré-sal. Hoje, com toda infraestrutura e o avanço tecnológico que a Petrobras alcançou, vamos aguardar cerca de 12 anos para colhermos os primeiros frutos da extração da lama negra da reserva Tupi. Só para se ter uma ideia, o volume de petróleo é tão grande que, inclusive, será criada a Petrosal, para auxiliar a Petrobras na extração do combustível.

Certamente, com a venda da Petrobras, o primeiro barril de petróleo seria retirado pelo governo só daqui a uns 100 anos. E poderia ser pior ainda, se a Petrobras fosse realmente vendida, todo o petróleo do pré-sal sem dúvida ficaria nas mãos de multinacionais, já que a empresa não pertenceria mais ao governo, e, sim, à iniciativa privada e, com certeza, elas encontrariam as reservas do pré-sal.

Outro fator que favoreceria a rasteira no Brasil é a Lei do Petróleo, feita no governo FHC, em que as multinacionais obtiveram autorização para extrair o petróleo no Brasil, pagando apenas os impostos e royalties para o governo, tarefa feita, até então, apenas pela Petrobras. Olhem só que absurdo: as multinacionais agora podem explorar o petróleo no nosso território e ainda vender para nós.

A sede tucana era tão grande para vender o patrimônio do povo brasileiro que FHC chegou a encomendar um estudo para uma empresa de publicidade dos EUA, no qual foi pago mais de U$ 200 milhões. Resultado: de acordo com o estudo, a Petrobras passaria a se chamar Petrobrax. A desculpa era a seguinte: melhorar a aceitação da empresa no exterior, facilitando a fala do nome Petrobras para os povos de outros países. Para FHC, Petrobrax soava melhor para os gringos; segundo o tucano, existia certa dificuldade de outros povos em falar Petrobras. É como se o McDonald’s, no EUA, a Volksvagem, na Alemanha, ou a Honda, no Japão, mudassem seus nomes apenas para agradar outros países. Mas, na verdade, a intenção era mesmo americanizar a Petrobras para privatizá-la, satisfazendo o estigma de colonizado de FHC.

FHHH (apelido dado carinhosamente pelo jornalista Elio Gaspari) só não implantou o novo nome (Petrobrax) porque a conjuntura política da época não admitia tal medida. Em seu segundo mandato, o presidente “colono” estava enfrentando uma onda de desgastes, e mudar o nome da maior empresa pública do Brasil naquele momento poderia acabar de enterrar seu governo.

A Petrobrax, como sonhou FHC, é a prova incontestável de sua vergonha em ser brasileiro e de um presidente que quis mudar o nome da Petrobras, empresa que é o símbolo maior e orgulho dos brasileiros, apenas para facilitar dicção de outros povos. Os seus vergonhosos discursos na ONU, feitos em outros idiomas, ignorando a nossa língua, e a vergonhosa comemoração dos 500 anos do Brasil, na qual ele sitiou Porto Seguro, excluindo os brasileiros da festa, são atitudes que mostram como a síndrome de colono estava tão impregnada em FHHH, aflorando sua total falta de respeito com a identidade nacional e consequentemente jogando nossa história na lata de lixo.

Infelizmente, no governo tucano, existia um tempo de submissão do Brasil, em que FHC era uma espécie de síndico em Brasília com missão de vender a máquina pública brasileira para a “metrópole”. "Ainda bem que FHC perdeu seu cargo de síndico em Brasília, porque se ele tivesse ficado mais um mês no governo, com certeza, os presidentes que o sucederão certamente seriam obrigados a pagarem aluguel para despacharem no Palácio do Planalto."


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