sábado, 9 de outubro de 2010

O cantor e compositor Chico Buarque de Holanda declarou seu voto em Dilma

O cantor e compositor Chico Buarque de Holanda declarou seu voto na pré-candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff. “Eu confesso, vou votar na Dilma porque é a candidata do Lula e eu gosto do Lula”, afirmou Chico em entrevista à revista “Brazuka”, segundo o blog do Fernando Rodrigues.


Chico Buarque falou sobre o seu voto quando respondeu pergunta sobre declaração do cantor e compositor Caetano Veloso. No ano passado, Caetano afirmou que preferia a pré-candidata do PV, senadora Marina Silva (PV), porque ela não é “analfabeta nem grosseira como o presidente”. O cantor foi repreendido pela mãe, Dona Canô Veloso, 102 anos, que pediu desculpa ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Para a “Brazuka”, que é editada na França, Chico Buarque afirmou que sua mãe –Maria Amélia, de 100 anos– e a de Caetano são eleitoras de Lula.

“Nossas mães são muito mais lulistas que nós mesmos. Mas não sou do PT, nunca fui ligado ao PT. Ligado de certa forma, sim, pois conheço o Lula mesmo antes de existir o PT, na época do movimento metalúrgico, das primeiras greves. Naquela época nós tínhamos uma participação política muito mais firme e necessária do que hoje”, afirmou o cantor.

A revista perguntou a Chico Buarque se a imprensa trata o governo Lula injustamente. “Nem sempre é injusto, não há uma caça às bruxas. Mas há uma má vontade com o governo Lula que não existia no governo anterior”, disse.

Levantamento do Congresso em Foco analisou todas as 222 certidões que foram entregues ao TSE pelos nove candidatos à Presidência e seus vices. José Serra, responde a dezessete ações judiciais


Levantamento do Congresso em Foco sobre as certidões judiciais dos presidenciáveis mostra que o tucano José Serra é quem mais responde a processos. De acordo com as certidões que ele mesmo apresentou, são 17 processos declarados à Justiça Eleitoral. Ao todo, foram analisadas as 222 certidões entregues ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pelos nove postulantes à Presidência da República e respectivos vices. Michel Temer (PMDB), vice da candidata petista Dilma Rousseff, aparece com três ações judiciais já transitada em julgado e o réu absolvido. José Maria Eymael, candidato a presidente pelo PSDC, tem duas certidões positivas. Os demais candidatos à Presidência apresentaram certidões negativas, ou seja, que informam não haver processos contra eles.

Uma norma da legislação eleitoral obriga todos os candidatos a cargos eletivos a apresentarem, no ato do registro das suas candidaturas, certidões que informem a sua situação judicial, se respondem a processos e qual a situação de cada um deles. Sonegar essas informações, conforme a legislação, implica crime eleitoral. A novidade neste ano é que as declarações tornaram-se públicas, e estão sendo divulgadas na página do TSE.

Improbidade administrativa

Na disputa presidencial, o caso que mais chama atenção é o de Serra. Além das 17 certidões positivas, ele soma três processos ativos, todos por improbidade administrativa. Os casos correm na Justiça Federal do Distrito Federal e referem-se ao Programa de Estímulo à Reestruturação e ao Sistema Financeiro Nacional (Proer).

O Proer foi um programa implementado no primeiro governo de Fernando Henrique Cardoso para sanear instituições financeiras que enfrentaram dificuldades na virada do período de hiperinflação para o início do Plano Real. Na época, Serra era o ministro do Planejamento. As ações envolvem diversas pessoas que tiveram algum grau de responsabilidade nas decisões relativas ao Proer. Os nomes mais conhecidos são Serra e do então ministro da Fazenda, Pedro Malan. As ações questionam a assistência prestada pelo Banco Central, no valor de R$ 2,975 bilhões, ao Banco Econômico S.A., em dezembro de 1994, assim como outras decisões - relacionadas com o Proer - adotadas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

Asustado por quê!?
Conforme verificado, já houve uma decisão monocrática (ou seja, de um único juiz) em favor da denúncia. A juíza Daniele Maranhão Costa, da 5ª Vara da Seção Judiciária do Distrito Federal, considerou que houve dano ao erário, enriquecimento ilícito e violação aos princípios administrativos no caso.


Jaques Wagner: 'Eu poderia dizer que Serra é anticristo'

Teresina  - O governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), classificou de "sórdida e baixa" os ataques dos adversários à candidatura de Dilma Rousseff (PT) no segundo turno das eleições.
Jaques Wagner (PT) classificou de 'sórdida e baixa' a atitude dos adversários que atacam a candidatura de Dilma Rousseff (PT) no segundo turno das eleições
Foto: Yala Sena/Terra
Ao participar de caminhada em Teresina (PI), pedindo voto para a reeleição do governador Wilson Martins (PSB), Jaques Wagner condenou os boatos, segundo ele falsos, de que Dilma Rousseff é a favor do aborto. Wagner disse que na campanha se inventa qualquer coisa e que ele poderia até dizer que José Serra, candidato do PSDB, é um "anticristo".

"Serra não é mais cristão que a Dilma. Eu poderia diz que ele (Serra) é um anticristo. Qualquer um pode dizer. Eu poderia dizer o que quiser. Qualquer mentira pode ser dita nestas eleições", afirmou o governador.

Ao chegar em Teresina, Jaques Wagner, gravou depoimento para o programa eleitoral de Wilson Martins. Logo depois, participou de caminhada pelo centro comercial da cidade. Ele foi bastante assediado e cumprimentou lojistas. Jaques estava também acompanhado do ex-governador Wellington Dias (PT), senador eleito pelo Piauí.

Marina

Wagner acredita que a ex-ministra Marina Silva (PT) não irá apoiar nem Dilma nem Serra.

"Acredito que a postura mais esperada, não do PV, mas da Marina, é de independência. Creio que ela não indicará o voto a ninguém, até porque o voto de Marina é um voto plural", disse o governador.

Resposta do Nordeste

O governador reeleito disse ainda que o Nordeste dará resposta em favor de Dilma Rousseff no segundo turno. Ele condenou os ataques a petista.

"Vejo com muita tristeza esses boatos. Imaginava que o Brasil tivesse uma democracia amadurecida. Não imaginava que nenhum candidato se utilizasse desse tipo de ataque sórdido e baixo para ganhar uma eleição. Eleição se ganha é com projeto", declarou.



NO MEIO DO CAMINHO

Renata Lo Prete

Apesar da necessidade de atrair o eleitorado de Marina Silva, José Serra sabe que não tem como se comprometer com a rejeição ao novo Código Florestal, um dos principais itens da pauta que a senadora verde gostaria de ver abraçada por quem deseja seu apoio.

O assunto é motivo de aflição na campanha do tucano, bem votado no cinturão do agronegócio.

Ciente das dificuldades enfrentadas por Serra, o presidente da Câmara e companheiro de chapa de Dilma Rousseff (PT), Michel Temer (PMDB), acena aos "marineiros" com a possibilidade de, no mínimo, adiar a votação da matéria para 2011.

Caberá a Temer conduzir a discussão no colégio de líderes, em novembro, que ditará o cronograma de tramitação do Código Florestal.

Se avançar qualquer aproximação Marina-Serra, Temer poderá acelerar o rito, já que existe, entre as bancadas, cenário favorável a um acordo para a votação.

O PV discorda da redução, para desmatamento, da reserva legal e da anistia a crimes ambientais anteriores a 2008. Mas pequenos, médios e grandes produtores defendem o texto de Aldo Rebelo (PC do B-SP).

Nas áreas ruralistas, Serra só perdeu no primeiro turno em Goiás, no Rio Grande do Sul e no Triângulo Mineiro.



Leonardo Boff apóia aliança entre Marina e Dilma

Postado por Vivian Barros em 6 outubro 2010 às 10:26

Há dois projetos em ação: um é o neoliberal ainda vigente no mundo e no Brasil apesar da derrota de suas principais teses na crise de 2008. Esse nome visa dissimular aos olhos de todos, o caráter altamente depredador do processo de acumulação, concentrador de renda que tem como contrapartida o aumento vertiginoso das injustiças, da exclusão e da fome. José Serra representa esse ideário. O outro projeto é o da democracia social e popular do PT. Sua base social é o povo organizado e todos aqueles que pela vida afora se empenharam por um outro Brasil. Dilma Rousseff se propõe garantir e aprofundar a continuidade deste projeto. É aquí que entra a missão de Marina Silva com seus cerca de vinte milhões de votos. O artigo é de Leonardo Boff. http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_i...

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Dois pesos… Maria Rita Khel diz tudo!

publicada sábado, 02/10/2010 às 16:09 e atualizada domingo, 03/10/2010 às 01:14

Reproduzo o belíssimo artigo de Maria Rita Khel, publicado no Estadão.

DOIS PESOS…

Este jornal teve uma atitude que considero digna: explicitou aos leitores que apoia o candidato Serra na presente eleição. Fica assim mais honesta a discussão que se faz em suas páginas. O debate eleitoral que nos conduzirá às urnas amanhã está acirrado. Eleitores se declaram exaustos e desiludidos com o vale-tudo que marcou a disputa pela Presidência da República. As campanhas, transformadas em espetáculo televisivo, não convencem mais ninguém. Apesar disso, alguma coisa importante está em jogo este ano. Parece até que temos luta de classes no Brasil: esta que muitos acreditam ter sido soterrada pelos últimos tijolos do Muro de Berlim. Na TV a briga é maquiada, mas na internet o jogo é duro.

Se o povão das chamadas classes D e E – os que vivem nos grotões perdidos do interior do Brasil – tivesse acesso à internet, talvez se revoltasse contra as inúmeras correntes de mensagens que desqualificam seus votos. O argumento já é familiar ao leitor: os votos dos pobres a favor da continuidade das políticas sociais implantadas durante oito anos de governo Lula não valem tanto quanto os nossos. Não são expressão consciente de vontade política. Teriam sido comprados ao preço do que parte da oposição chama de bolsa-esmola.

Uma dessas correntes chegou à minha caixa postal vinda de diversos destinatários. Reproduzia a denúncia feita por “uma prima” do autor, residente em Fortaleza. A denunciante, indignada com a indolência dos trabalhadores não qualificados de sua cidade, queixava-se de que ninguém mais queria ocupar a vaga de porteiro do prédio onde mora. Os candidatos naturais ao emprego preferiam viver na moleza, com o dinheiro da Bolsa-Família. Ora, essa. A que ponto chegamos. Não se fazem mais pés de chinelo como antigamente. Onde foram parar os verdadeiros humildes de quem o patronato cordial tanto gostava, capazes de trabalhar bem mais que as oito horas regulamentares por uma miséria? Sim, porque é curioso que ninguém tenha questionado o valor do salário oferecido pelo condomínio da capital cearense. A troca do emprego pela Bolsa-Família só seria vantajosa para os supostos espertalhões, preguiçosos e aproveitadores se o salário oferecido fosse inconstitucional: mais baixo do que metade do mínimo. R$ 200 é o valor máximo a que chega a soma de todos os benefícios do governo para quem tem mais de três filhos, com a condição de mantê-los na escola.

Outra denúncia indignada que corre pela internet é a de que na cidade do interior do Piauí onde vivem os parentes da empregada de algum paulistano, todos os moradores vivem do dinheiro dos programas do governo. Se for verdade, é estarrecedor imaginar do que viviam antes disso. Passava-se fome, na certa, como no assustador Garapa, filme de José Padilha. Passava-se fome todos os dias. Continuam pobres as famílias abaixo da classe C que hoje recebem a bolsa, somada ao dinheirinho de alguma aposentadoria. Só que agora comem. Alguns já conseguem até produzir e vender para outros que também começaram a comprar o que comer. O economista Paul Singer informa que, nas cidades pequenas, essa pouca entrada de dinheiro tem um efeito surpreendente sobre a economia local. A Bolsa-Família, acreditem se quiserem, proporciona as condições de consumo capazes de gerar empregos. O voto da turma da “esmolinha” é político e revela consciência de classe recém-adquirida.

O Brasil mudou nesse ponto. Mas ao contrário do que pensam os indignados da internet, mudou para melhor. Se até pouco tempo alguns empregadores costumavam contratar, por menos de um salário mínimo, pessoas sem alternativa de trabalho e sem consciência de seus direitos, hoje não é tão fácil encontrar quem aceite trabalhar nessas condições. Vale mais tentar a vida a partir da Bolsa-Família, que apesar de modesta, reduziu de 12% para 4,8% a faixa de população em estado de pobreza extrema. Será que o leitor paulistano tem ideia de quanto é preciso ser pobre, para sair dessa faixa por uma diferença de R$ 200? Quando o Estado começa a garantir alguns direitos mínimos à população, esta se politiza e passa a exigir que eles sejam cumpridos. Um amigo chamou esse efeito de “acumulação primitiva de democracia”.

Mas parece que o voto dessa gente ainda desperta o argumento de que os brasileiros, como na inesquecível observação de Pelé, não estão preparados para votar. Nem todos, é claro. Depois do segundo turno de 2006, o sociólogo Hélio Jaguaribe escreveu que os 60% de brasileiros que votaram em Lula teriam levado em conta apenas seus próprios interesses, enquanto os outros 40% de supostos eleitores instruídos pensavam nos interesses do País. Jaguaribe só não explicou como foi possível que o Brasil, dirigido pela elite instruída que se preocupava com os interesses de todos, tenha chegado ao terceiro milênio contando com 60% de sua população tão inculta a ponto de seu voto ser desqualificado como pouco republicano.

Agora que os mais pobres conseguiram levantar a cabeça acima da linha da mendicância e da dependência das relações de favor que sempre caracterizaram as políticas locais pelo interior do País, dizem que votar em causa própria não vale. Quando, pela primeira vez, os sem-cidadania conquistaram direitos mínimos que desejam preservar pela via democrática, parte dos cidadãos que se consideram classe A vem a público desqualificar a seriedade de seus votos.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

É questão de sobrevivência derrotar JOSÉ SERRA nas urnas

O povo brasileiro deu uma prova de sabedoria ao DERROTAR NAS URNAS, OS CANDIDATOS DO PIG: Artur Virgílio(PSDB), César Maia(DEM), César Borges(DEM), Gustavo Fruet(PSDB), Heráclito Fortes(DEM), Marco Maciel(DEM) e Tasso Jereissati(PSDB).

Em 31 de outubro, o eleitorado precisa DERROTAR o filhote do neoliberalismo, JOSÉ SERRA.