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sábado, 9 de outubro de 2010

NO MEIO DO CAMINHO

Renata Lo Prete

Apesar da necessidade de atrair o eleitorado de Marina Silva, José Serra sabe que não tem como se comprometer com a rejeição ao novo Código Florestal, um dos principais itens da pauta que a senadora verde gostaria de ver abraçada por quem deseja seu apoio.

O assunto é motivo de aflição na campanha do tucano, bem votado no cinturão do agronegócio.

Ciente das dificuldades enfrentadas por Serra, o presidente da Câmara e companheiro de chapa de Dilma Rousseff (PT), Michel Temer (PMDB), acena aos "marineiros" com a possibilidade de, no mínimo, adiar a votação da matéria para 2011.

Caberá a Temer conduzir a discussão no colégio de líderes, em novembro, que ditará o cronograma de tramitação do Código Florestal.

Se avançar qualquer aproximação Marina-Serra, Temer poderá acelerar o rito, já que existe, entre as bancadas, cenário favorável a um acordo para a votação.

O PV discorda da redução, para desmatamento, da reserva legal e da anistia a crimes ambientais anteriores a 2008. Mas pequenos, médios e grandes produtores defendem o texto de Aldo Rebelo (PC do B-SP).

Nas áreas ruralistas, Serra só perdeu no primeiro turno em Goiás, no Rio Grande do Sul e no Triângulo Mineiro.



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