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sábado, 19 de março de 2011

Pré-sal brasileiro na mira dos EUA

Fonte: NN - Matheus Franco. Postado em 18.03.2011
 
Apesar dos ares de celebração, graças ao roteiro que incluía discurso na Cinelândia (RJ) - que foi cancelado - e visita ao Cristo Redentor, a vinda do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ao Brasil é muito mais do que um fim de semana de diplomacia. Trazendo uma comitiva recheada de empresários e grandes investidores, além de autoridades políticas norte-americanas, Obama deve tratar de questões econômicas relevantes para ambos os países, incluindo nas conversar acordos comerciais importantes.

"Sob o ponto de vista diplomático, há uma maior aproximação do que no governo anterior. A linha da presidente Dilma Rousseff é mais pragmática e menos ideologisada que a do ex-presidente Lula. A visão de acordos preferenciais com países do Sul ou menos desenvolvidos mudou", afirma o professor de Economia da Trevisan Escola de Negócios, Alcides Leite, explicando que há uma tentativa de aproximaçao com Estados Unidos e a visita de Obama acaba representando um sinal desse movimento.

No entanto, como não poderia deixar de ser, o tema energético deve ganhar destaque na pauta do encontro, uma vez que o assunto dominava as manchetes internacionais - antes do terremoto seguido de tsunami no Japão, graças à alta do petróleo, motivada pelos conflitos na Líbia. Um dos sinais da importância dessa agenda é a presença do secretário de Energia americano, Steven Chu, na comitiva presidencial.

Em busca do objetivo de ampliar sua eficiência energética, os Estados Unidos, cujo nível de importação de petróleo ganhou força face à instabilidade do mercado mundial, veem no Brasil, especialmente no pré-sal, a fonte de segurança que precisam. "Há um interesse comercial dos EUA em exportar mais para o Brasil e competir com a China por aqui. Também há o interesse en importar petróleo. Por isso, existe um acordo para fornecimento nos moldes feitos com a China. É uma antecipação de venda por 10 anos de um volume baixo, mas significativo para as exportações brasileiras", diz Alcides.

Nesse sentido, a Casa Branca já adiantou seu interesse em ampliar a parceria energética com o Brasil e o Eximbank dos Estados Unidos deve confirmar, na visita de Obama ao Brasil, a concessão de até US$ 1 bilhão em financiamentos para projetos baseados no pré-sal. "Os acordos relacionados ao petróleo estão adiantados. O Brasil precisa de capital para investimento no pré-sal e garantias de reservas. Os EUA estão dispostos a dar recursos, desde que haja fornecimento", afirma Leite.



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