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segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Dilma Rousseff conversou por telefone com vários chefes de Estado


A presidente eleita, Dilma Rousseff, dedicou hoje o dia após sua vitória nas urnas a conversar por telefone com vários chefes de Estado, definir sua agenda para os próximos dias e a pensar em descansar a partir de amanhã.

Entre outros líderes, Dilma falou com o americano Barack Obama, o francês Nicolas Sarkozy, o venezuelano Hugo Chávez, o colombiano Juan Manuel Santos, o chileno Sebastián Piñera, o mexicano Felipe Calderón e o português José Sócrates, precisou Marco Aurélio Garcia, um dos coordenadores da campanha.

Garcia, que também é assessor para Assuntos Internacionais da Presidência, disse que "todos a felicitaram calorosamente e a convidaram para visitar seus países antes de sua posse, mas a transição será muito curta e talvez não haja tempo", apontou.

Confirmou, no entanto, que Dilma poderá se encontrar, na próxima semana, com alguns dos Chefes de Estado com os quais conversou hoje, na Cúpula do G20 que será realizada na Coreia do Sul, da qual participará com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, seu mentor político.

O assessor disse aos jornalistas que estavam na frente da casa da governante eleita que um dos assuntos que Lula e Dilma pretendem discutir na reunião do G20 é a "guerra de divisas", que se suscitou no mundo perante a queda do dólar e a persistência da crise nos países mais desenvolvidos.

Na viagem para a Coreia do Sul, Lula e Dilma farão, no próximo sábado, uma escala em Moçambique, onde assistirão à inauguração de uma fábrica de remédios que o Brasil ajudou a montar no país africano.

Dilma, do PT, se transformou neste domingo na primeira mulher eleita para governar o Brasil, graças aos 56% dos votos que lhe deram a vitória frente ao opositor José Serra, do PSDB, que obteve 43%.

A presidente eleita fez referência à guerra cambial no domingo à noite, quando realizou seu primeiro pronunciamento público depois de sua vitória ter sido confirmada.

"Seguiremos lutando pela amplitude de todas as relações comerciais", "contra o protecionismo" e também para "acabar com a guerra cambial que há no mundo", disse Dilma, além de apontar que "é preciso estabelecer regras muito mais claras e cuidadosas" e "limitar a especulação desmedida".

Além de receber ligações de chefes de Estado, a presidente eleita se reuniu hoje com Garcia e outros membros de seu comitê de campanha, como o presidente do PT, José Eduardo Dutra, e com o deputado e ex-ministro da Fazenda, Antonio Palocci.

Um dos assuntos discutidos foi o processo de transição iniciado com sua chegada ao Poder, que terá Dutra, para aspectos políticos, e Palocci, para assuntos técnicos e relativos a economia, como coordenadores.

Segundo fontes de seu comando de campanha, também foi analisada sua agenda para esta semana, que incluirá dias de descanso em Porto Alegre, com sua filha e seu neto.

Como esta terça-feira é feriado nacional, Dilma poderia viajar ainda esta noite e retornaria a Brasília na próxima sexta-feira, disse um membro de seu comitê de campanha à Agência Efe.

Segundo o estipulado, Dilma teria, na próxima sexta-feira, uma primeira reunião formal com Lula, a fim de começar a discutir o processo de transição antes de viajar para Moçambique.

Assim como Dilma, Lula não apareceu nesta segunda-feira em público e passou o dia descansando no Palácio da Alvorada, onde ontem à noite recebeu a presidente eleita e um grupo de membros do comitê de campanha para celebrar a vitória que o líder também considerou como sua.



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