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sexta-feira, 12 de março de 2010

OBRAS PARA COPA DE 2014 JÁ PREOCUPAM

A Copa de 2010 é na África do Sul, mas o Brasil, nesse início de ano, também está no foco das atenções da mídia esportiva mundial. Ocorre que as obras exigidas para adequar os estádios brasileiros aos padrões da Fifa estão atrasadas. O prazo dado pela entidade máxima do futebol para o início dos trabalhos nas 12 cidades-sede se encerrou no dia 1° de março de 2010. No entanto, na maioria dos estádios, o pontapé inicial das obras não foi dado, o que levou o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) a cobrar explicações, por meio de carta, e estabelecer nova data limite: 3 de maio.

Vale lembrar que, a partir desse dia, faltarão pouco mais de 31 meses para a data de entrega de toda a infra-estrutura pronta, em 31 de dezembro de 2012. Parece uma eternidade, mas a África do Sul levou 30 meses para entregar seus estádios finalizados, tempo considerado suficiente pela Fifa. No entanto, esse limite se aproxima e o Brasil ainda não demonstrou a que veio. Segundo as normas da entidade internacional, os estádios precisam ter pelo menos 40.000 lugares. O da abertura, pelo menos 60.000 assentos e o de encerramento, mais de 80.000. A Fifa recomenda ainda que todos os espectadores tenham cadeiras individuais numeradas com encosto de pelo menos 30 centímetros de altura.

Embora longe do ideal preconizado pela Fifa, as cidades-sede já iniciam disputas de bastidores pelo direito de abrigar os jogos de abertura e encerramento da Copa. A final, invariavelmente, não deverá fugir do Maracanã. Entretanto, a partida inicial é pleiteada por São Paulo (Morumbi), Belo Horizonte (Mineirão), Porto Alegre (Beira-Rio) e Brasília (Mané Garrincha). Quem ganhar essa concorrência, recebe, por tabela, o Congresso Anual da Fifa, uma semana antes do Mundial. O evento traz consigo mais de 200 dirigentes de todo o mundo, o que significa mais receita para o município.

O Mineirão e a energia solar

Um dos candidatos a receber a abertura da Copa do Mundo 2014, o Mineirão ainda busca parcerias para dar andamento às suas obras de modernização. Uma delas deve ser com a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), como explica o gestor de projetos Alexandre Heringer: “O estádio terá o status de “green building” ou de “estádio solar”, gerando reconhecimento internacional, aumentando seu valor de marketing e ajudando o mesmo a obter a certificação LEED (Leadership in Energy and Environmental Design). Parte da energia gerada deverá ser destinada ao consumo do estádio, aumentando sua confiabilidade”, explica Alexandre, em entrevista a Nicomex Notícias sobre a utilização de energia solar na arena.

As obras no Mineirão prevêem um teto transparente onde seriam colocadas placas fotovoltaicas. O local se transformaria, então, em uma usina solar, com capacidade de produção de 1 MW a 1,5 MW/h. Cinco a 10 % desse potencial seria alocado na arena e o resto teria outro destino.”A finalidade maior da instalação dessa usina solar é o aproveitamento da cobertura do Mineirão para a geração de energia elétrica, a ser comercializada pela Cemig”, explica o gestor da companhia. O estudo de Viabilidade Técnico-Econômica deste projeto está sendo concluído pela Universidade de Santa Catarina (UFSC), sendo integralmente financiado pelo KfW (banco alemão de fomento).

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