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sábado, 4 de junho de 2011

EMPRESAS INVESTEM CADA VEZ MAIS EM EXECUTIVE SEARCH PARA OTIMIZAR TEMPO E EVITAR FALHAS

Por Felipe Sil - O Globo

RIO - Com o mercado aquecido, é cada vez mais difícil encontrar, para vagas da alta gestão, profissionais com perfil diferenciado e, acima de tudo, disponíveis. A concorrência com outras empresas é grande e a procura ainda mais árdua. Para vencer a disputa pelo trabalhador mais qualificado, organizações nacionais passaram, recentemente, a investir nos serviços de Executive Search, em que empresas terceirizadas são contratadas para procurar os melhores especialistas disponíveis (ou não) no mercado.

Andre Bocater, diretor da Brain Inteligência em Talentos, diz que o crescimento econômico do país não é o único fator a estimular a busca. Segundo ele, nos últimos 10 anos houve uma profissionalização do setor de RH, que teria deixado de ser apenas um órgão de administração de pessoal para se tornar um setor estratégico para os negócios de uma companhia.

- Não há mais tempo para errar. Uma contratação errada custa não só tempo, mas também dinheiro para a empresa. Precisamos encontrar os perfis mais adequados para um determinado cargo em que exista demanda. Essas pessoas podem estar disponíveis ou não. Pelas pesquisas que conhecemos, boa parte dos profissionais, algo em torno de 45%, já se encontra no mercado e não procura, exatamente, outro emprego. A questão passa a ser, então, ir atrás deles - explica.

O método para pesquisar trabalhadores já contratados em outras instituições varia. Já foi mais difícil no passado, quando o headhunter era uma figura na porta das fábricas atrás de conhecimento sobre as pessoas ali empregadas. Hoje, com as redes sociais e os contatos pelo mundo virtual, a tarefa é facilitada e, em aproximadamente cinco dias, é possível mapear os profissionais, ativos ou não, que mais se adequam à vaga aberta. O custo do serviço é, em média, de um salário e meio do cargo procurado até três salários.

- Para encontrar os mais qualificados, realizamos o processo de hunting, que nada mais é do que identificar onde estão os profissionais ideais para o cargo desejado. Tudo depende da necessidade do cliente. Vale lembrar que não há demanda apenas por trabalhadores de alta gestão, mas também pelos mais específicos, difíceis de achar no mercado - afirma Maria Inês Forte, criadora e diretora da Hecros.

Encontrado o profissional adequado, como convencê-lo a trocar de empresa? Afinal, em boa parte das vezes, garantem os especialistas, esta pessoa não está em procurando outro emprego. Para Carlos Calderón, sócio da Acting Solution, os fatores que podem levar à mudança são os mais diversos e não dependem apenas da questão salarial.

- Claro que a remuneração é um fator importante. Também levamos em conta, no entanto, aspectos como os sonhos profissionais desta pessoa e o momento que passam em suas vidas. Quer dizer, temos que mostrar ao trabalhador desejado que a empresa que contrata nosso serviço se adapta exatamente à sua fase da carreira - diz Calderón.

Fonte: Jornal O Globo

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