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sexta-feira, 17 de junho de 2011

Marilena e universitárias pesquisam sobre a mulher no mundo do petróleo

Durante a realização da 6ª edição da Brasil Offshore (Feira e Conferência da Indústria de Petróleo e Gás), no Centro de Convenções Jornalista Roberto Marinho (Macaé Centro); o Gabinete da Vice-prefeita, Marilena Garcia, em parceria com a Universidade Estácio de Sá, estará realizando uma pesquisa universitária sobre a Mulher no Petróleo, junto aos empresários.

A pesquisa consiste em levantar dados sobre a situação da Mulher na área petrolífera. Essas informações serão importantes para nortear a programação da Conferência Municipal de Políticas para as Mulheres, em agosto, que irá fortalecer a plataforma de ações para a 3ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres, que será realizada entre os dias 12 e 14 de dezembro, em Brasília, sob organização da ministra Iriny Lopes, da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres da Presidência da República.

Uma das perguntas da pesquisa, que está sendo feita na Feira pelas alunas da Universidade Estácio de Sá, objetiva saber o número de mulheres embarcadas, se as vestimentas são adequadas ao corpo feminino, faixa etária, entre outras.

“A descoberta de petróleo na camada pré-sal só foi possível porque o governo federal investiu no fortalecimento da Petrobras. A empresa - que teve Dilma Rousseff na presidência do seu Conselho de Administração - cresceu como nunca nos últimos anos e é hoje a segunda maior petrolífera do mundo, tendo sua base instalada em Macaé. Lula e Dilma, ano passado, enviaram para o Congresso Nacional um projeto de lei que cria um fundo para investimentos das riquezas do petróleo em programas sociais. Com isso, esses bilhões arrecadados serão destinados para a saúde, a cultura, o meio ambiente, a ciência e tecnologia, o combate à pobreza e, sobretudo, a educação.

A Ministra Iriny Lopes e nós em Macaé, estamos levantando dados que possam contribuir para a elaboração de programas que poderão vir a ser subsidiados com recurso desse fundo, objetivando a melhoria das políticas públicas para as mulheres. Estamos unidas neste desafio de reverter a exploração do Pré-sal em melhorias sociais”, explicou Marilena Garcia.

Entre as mulheres no mercado Offshore está Simone Dias. Ela tem três ­filhos, é casada, e não é apenas uma dona de casa. Das 10h às 17h, ela trabalha numa ocupação ainda incomum para as mulheres: é soldadora na plataforma P-56 da Petrobras. Desde o anúncio da descoberta de reservas, Simone tem cada vez mais a certeza de que trabalha numa área promissora.

Ela é uma das quase 600 pessoas que trabalham na plataforma, realizando atividades como solda, montagens de estruturas e tubulações. “Esse tipo de trabalho era somente masculino, mas hoje as mulheres vêm invadindo o mercado com muita força”, avalia. Mas ainda existe, sim, algum preconceito: “Há alguns tipos de homens que ainda não aceitam mulheres invadindo um território que antes era masculino. O lado positivo é que conquistamos esse espaço com garra, dedicação mesmo”.

Fonte: O Debate

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