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segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

BRASKEM BUSCA SER LÍDER EM QUÍMICA SUSTENTÁVEL


Com as pressões internacionais e reuniões climáticas discutindo o futuro do meio ambiente, as grandes empresas brasileiras já tomaram algumas iniciativas para reduzir as emissões de gases do efeito estufa. A Braskem, gigante nacional do mercado químico, começou a desenvolver metas para até 2020 ser líder mundial da “química sustentável”. Em nota, a empresa informou que conseguiu reduzir em 13% sua emissão de CO2. Para se tornar líder do mercado sustentável, a companhia conseguiu reduzir no ano de 2009 em 61% a geração de resíduos sólidos, 12% no consumo de energia, 19% o consumo de água e 40% o volume de efluentes líquidos.

Em entrevista concedida ao Canal Rural, o vice-presidente da Braskem, Edmundo Aires, disse que o caminho é mais do que uma oportunidade setorial e sim uma sobrevida para todo o Brasil. Segundo Aires, o cenário atual da petroquímica internacional favorece o Brasil. “A Ásia está no caminho de se tornar o maior consumidor do mundo, num mercado disputado por petroquímicas chinesas, árabes e indianas. Nos Estados Unidos e Canadá, há um vácuo de liderança com a crise econômica e a Europa precisa de um novo modelo baseado em renováveis. Graças ao pré-sal e ao dinamismo da economia brasileira temos um cenário muito favorável”.

A Braskem vem incorporando o mercado com matérias-primas de fontes renováveis como o caso do polietileno de etanol de cana-de-açúcar que vai produzir o plástico verde. Em 2010, a Braskem tornou esse projeto realidade, ao inaugurar sua primeira planta de Eteno Verde. Na balança sustentável, para cada tonelada de polietileno verde produzido são capturados e fixados até 2,5 toneladas de CO2 da atmosfera. O polietileno é o tipo de plástico mais utilizado no mundo, especialmente pela indústria automotiva, de cosméticos, de embalagens, brinquedos, higiene e limpeza.

Em Brasília, iniciativa ecologicamente correta

Preocupado com o destino que teriam cerca de 200 toneladas de resíduos produzidos mensalmente na indústria de tratamento químico de alumínio em que trabalha Alexandre Rangel junto com seu professor da Universidade Católica de Brasília, André Luiz, buscaram alternativas para o reaproveitamento dessas substâncias. Mais do que criar um método de descarte sustentável de material potencialmente tóxico, eles descobriram que as substâncias podem ser utilizadas na confecção de tijolos mais resistentes, economicamente viáveis e ecologicamente corretas.

“Ao fim do tratamento químico do alumínio, resta um composto chamado lodo, normalmente armazenado e encaminhado para aterros sanitários", explica Alexandre. Segundo ele, no entanto, esse tipo de aterro não é o espaço ideal para receber lixo industrial, e os aterros industriais mais próximos ficam em Goiás. "Para transportar esse material de forma adequada, gastaríamos cerca de R$ 25 mil mensais, um valor inviável", observa. A melhor alternativa seria dar um destino melhor para o lixo. Alexandre diz que o óxido de alumínio contido no lodo faz parte da composição da argila usada em fábricas de cerâmica.

Fonte: Nicomex Notícias - Redação

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